quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Palavras...


...que se metem com quem está desprevenido!Com quem as vê sem leitura!
Entram olhos dentro rumo ao globo da interpretação e giram na órbita do entendimento!
Quando se abre a mão, tenta-se apanhá-las e vêmo-las voar sem alcance!
Uma leitura depende do bilhete da liberdade preso à viagem da interpretação!
São notas de reading na claridade das páginas que redigem a história,
da narrativa que corre nas veias e inventa circuitos ao passar nas valvulas desimpedidas!
Leituras, somente leituras!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sobre rodas...com pressa de chegar ao mar!

foto de Luísa

Veio luz aquecer o que de sombra apresentou...o ser!
Vinha sobre rodas, ágil e seguro,
observava a margem como quem lê o livro mais puro!
Lia-lhe as linhas das ondas, das marés por navegar,
passava as folhas escritas e parava nas páginas por inventar!
A redacção dada ao dia, foi bafejada pelo vento do norte,
por aquele que entra e bate a porta, com pressa de agradecer ao sol,
o calor que o trouxe ao rio, numa tarde de versos a rimar!
Sobre rodas...com pressa de te sentir ao chegar!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Do lado fluvial, aprecio-te Restinga!

foto de Luísa

Se, de um lado te vejo mar,
Do outro beijo-te, Rio!
Se de um lado estalas ondas prontas a desafiar,
Do outro acalmas as canoas prontas a navegar!
Se de um lado chegam pescadores em botes artilhados de covos,
do outro experimentam-te os amadores, com fios de seda e canas inexperientes!
Do lado de lá, ameaças as dunas, que se arrastam com o vento!
Daqui, do lado que te registo, vejo-te verde gramineas,
Sorridente ao sol, como quem fecha os olhos ao calor do seu sabor!

sábado, 17 de setembro de 2011

Encontro

foto de Luísa

Ali,
Onde o rio encontra o mar,
as ondas se cruzam e brilham e se deixam experimentar pelo colorido das pranchas...
Onde a viagem acaba e o imaginário começa,

Ali,
onde as areias salinas se vestem de verde,
as gaivotas passeiam de robalo no bico e soltam a curiosidade dos que por lá passeiam...
Onde as linhas se curvam ao ver o vento passar,

Ali,
onde se protege o movimento dunal,
as mangas de areia decoram-se com tiras de pau e se preserva a natureza com carinho cientifico...
Onde a licença para usar se tira no balcão do civismo e da polidez!

Ali,
mora tão somente a natureza,
o Cávado e o Atlântico!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sossegado olhar...

foto de luísa

Se o teu sossego navega em águas calmas,
O meu transporta-se na calma do teu olhar!
A tormenta dos que te ladeiam passa-te ao lado,
E vejo-te indiferente ao agitar das almas apressadas!
Olho-te elegante como quem vê o leve agitar das águas ora paradas!
E navegas...Palmilhas o caminho seguro das beiradas do rio,
Daquele que te deu guarida e alimenta no teu passar!
Fica espelhado na imagem guardada no rio o sossego oferecido no teu olhar!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Hoje vou por aí...

foto da net

Hoje vou por aí...
sorvendo as palavras como quem mata a sede num copo de letras!
E bebo!
Bebo as ideias num gole e manifesto saciedade pela expressão de qualidade!
Hoje vou por aí...
pelos ventos soprados nas ruas que agitam as folhas das páginas por ler!
E leio!
Hoje vou por aí...
com vontade de não ter vontade de nada fazer!
E faço!
Hoje vou por aí...
interpretar as linhas já escritas numa lingua por aprender!
E sinto que a sede saciada na escrita já inventada
promove um momento meu para um dia aprender a escrever!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Cávado pintado de nevoeiro...

foto de Luísa

Se te mostrasse escondido,
Escolheria a tela pintada de nevoeiro!
Dar-te-ía uma pincelada de areia
na curva que me acorda na alvorada!
Lá ao fundo, onde o mar te acolhe,
escreveria as histórias que contas ao passar!
Mostras calma e vida, neste teu tão perto desaguar!









quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Alvorada frente ao rio...

foto de Luísa

Alvorada de encontro ao sol,
num espreguiçar matinalmente vigilante!
Vejo-te correr rumo ao mar,
e nos trilhos da margem que te ladeia,
crescem tufos de capim e pinheiros da aldeia!
Sou-te vigilante nas curvas que desenhas!
E, nas ondas que te levam, oiço o vento carpir!
Chora-te de saudades, por no inverno não te poder ouvir!
Vais veloz...vais parado, vais ligeiro Rio Cávado!
Vais na azáfama natural,
da tua visita matinal!