segunda-feira, 30 de março de 2015

Lú...a!

Fechei os olhos e vi a lua!
Aquela bola branca, gigante, brilhante,
vestida de sonho...
...num qualquer lugar!
Fechei os olhos e abri o olhar,
vendo-te pintado de todas as cores,
mergulhado numa onda
onde só eu sei navegar!
Fechei o olhar,
vi-te desenhado a carvão
num traço que é só teu
guardado por mim
com a ponta dos dedos de uma mão!
Coisas da Lú...a!



terça-feira, 24 de março de 2015

Amanhecer

foto by Luísa

Consegues ver o mesmo que eu vejo?
Fazes a mesma leitura que eu faço?
Aos olhos da árvore que se ergue,
franzem-se nuvens de tristeza...
...aquecidas pelo sol,
que espreita (des)encantado!
Percebes o céu?
Eu, faço-lhe leituras,
entre a loucura dos seus ditados
e a sanidade do texto já escrito!
O amanhecer, sabes,
o amanhecer não faz rascunho...




 

segunda-feira, 23 de março de 2015

Este verbo é para ti

Disse-te o verbo uma vez!
Repeti-o lendo-te nos olhos e parei!
Foi quando percebi que o verbo tem que ter complemento!
Soletrei-o lentamente e disse-o baixinho
num momento de êxtase,
de um sonho vivido em  cada dia, devagarinho!
Disse-te o verbo uma vez...
...e repito-o ao ouvido, se quiseres!



sábado, 21 de março de 2015

21 de março - Dia Mundial da Poesia

foto by Luísa
Poesia,
por onde andas,
Poesia?
Calcorreando os caminhos da alegria,
ou escondida no amor que traz dor
e da dor emerges em escrita corrida?
Quem sabe, Poesia,
 o que trazes na afonia das palavras?
Saberá o sol, confidente da lua,
onde guardas a rima,
se te mostras semi-nua?
Poesia,
como andas?








quarta-feira, 18 de março de 2015

o amor

O amor é verde e pinta o dia!
Tem cor de crescimento,
de nuvens que passam ao relento,
e amacia!
O amor é azul, da cor do céu!
Suaviza o toque de pele,
o cheiro da escrita no papel
do soneto que rimou no terceto!
O amor é escarlate!
Pulsa e para, avança e recua,
abraça e expulsa
na confidência do dia...
...dos dias que passaram sem cor!
O amor é anil!
É multicolor...o amor!




terça-feira, 17 de março de 2015

Gostava...


Gostava que ouvisses a mesma música, hoje!
Que a ouvíssemos no silêncio
e adivinhássemos o futuro da dança!
Gostava que lesses o mesmo livro, amanhã!
Que escolhêssemos as páginas a reler
e o fizéssemos juntos, depois!
Gostava de sonhar,
de dormir e não acordar,
para no sonho poder morar...
...contigo, sempre!



"Foi assim..."

"No dia 4 de junho de 2086
Talvez possamos sentar nos a falar de que?
...não sei

Do que fizemos da vida
se a vivemos bem ou mal
no dia de 4 de junho de 2000 e 80 e tal

No dia 13 de março de 2000 e o que quiseres
podes ser tua a marcar
podes ser tu a escolher
talvez possamos deitar-nos
a fazer não sei o que
talvez amor com a alma, que o corpo já não se vê

Eu sei já percebi acabou
eu sei é sempre assim mas ficou

Aquilo que te dei
e o que me deste a mim
também o que não dei
foi assim...

Se achares que é tarde demais
pode ser quando poderes
por mim é já está noite
num jardim de mal-me-queres

Ou no meio da avenida
deserta ou com multidão
já pressenti o momento
já quebrei de ilusão

Eu sei já percebi acabou
eu sei é sempre assim, mas ficou

Aquilo que te dei
e o que me deste a mim
também o que não dei
foi assim...

A 29 de agosto de 2000 e o que entenderes
talvez possamos olhar-nos como da primeira vez

contar a historia de novo
mudar-lhe só o final
se não poderes nessa data pode ser noutra, que tal
se não poderes nessa data pode ser noutra, que tal..."

Letra da canção: "Foi Assim" de Simone de Oliveira

https://www.youtube.com/watch?v=EmtP44ZmM3w

segunda-feira, 16 de março de 2015

Ditados naturais...

Ditados da alma
sentam nas linhas da escrita
o olhar da sensibilidade!
Chora, ri,
 empola os sentidos
num punho suave que, ligeiro, redige...
Deleita-se pelo horizonte,
traça verdes aromas de maturidade!
O que sentes? O que vês? O que ouves?
- Apenas os sons da natureza...










domingo, 15 de março de 2015

Convite

O silêncio, resgatado,
foi sentido sem verbo
numa prosa plantada no jardim!
O sorriso, envergonhado,
foi emoção semeada na pedra
numa poesia ditada sem fim!
Nem o aroma das flores
ou o som soprado das folhas,
o vento que interrompe a passagem...
...deixou algum dia de ser 
vida!
Com vida...convida!

sábado, 14 de março de 2015

Vejo-te aí...ali...em todo o lado!

Vejo-te aí!
No lugar onde nunca fui,
mas vejo-te aí!
Poisas a flor,
choras saudades, 
 desvias-te lenta e morosamente,
apagando a revolta no fumo  de um cigarro!
Ali,
no lugar onde nunca te vi,
moro contigo até à eternidade!



segunda-feira, 9 de março de 2015

Beijo para sempre

Treme o lábio pelo beijo,
pelo ensejo de chegar ao toque,
sem roubar o tremor quando te vejo!
Riem os olhos pelo desejo,
travado em tempo distantes,
num diálogo solto de enamoramento!
Hoje, a conversa é, amor,
um beijo selado
numa promessa de vida,
 vivida a teu lado!

domingo, 8 de março de 2015

Abraça-me

Abraça-me!
Abraça-me apertado no silêncio
que me acolhe no traçado do destino!
Abraça-me!
Abraça-me como só tu sabes fazer.
num abraço imenso de ti em mim,
falando o nosso segredo, baixinho!
Hoje, apenas hoje, abraça-me!
  


sexta-feira, 6 de março de 2015

De que tamanho é o sonho...

O sol, deveria ser maior!
Deveria ter o tamanho do sonho,
ser do comprimento das ideias...
O céu, poderia afagá-lo com nuvens
tornando ternurento o desejo de lá morar!
O sol, poderia apenas ter brilho
aquecer os dias cinzentos
decorando as salas da tristeza,
forrando-as de esquecimento...
O sol! O sol, não és tu?

quinta-feira, 5 de março de 2015

Loucos

Loucos são os dias que passam devagar
Aqueles que mordem a calma
E espevitam tudo o que mora cá dentro!
Sãs loucuras de balanço
em dias amordaçados ao pensamento!
Passam devagar
num tempo que corre sem perturbar!
Loucos?
- Loucos são os que vivem dias sem amar!
Aqueles que não tocam, não beijam,
não sentem a cor da pele no olhar do outro
quando pinta de escarlate o rubor da sua face! 

quarta-feira, 4 de março de 2015

Ilusão

Tentei escrever o teu nome...
...marcá-lo num vidro molhado
e deixá-lo lá morar!
Mas,
não sei escrevê-lo,
nem dizê-lo entre lábios,
mesmo que baixinho vá tentar!
Atrevo-me a decorar-te devagarinho
numa desenho jamais percebido...
 ...entre a ilusão do que é meu
e a noção de não te ter perdido!

 

terça-feira, 3 de março de 2015

Amor e tempo

Amor!
Reclamas tempo
e o tempo queixa-se de dor!
Dor do pouco tempo 
que no repouso lento das horas
deixa os minutos passar!
Não te queixes, amor!
Abraça-me enquanto é tempo
e não deixes o tempo fugir!
Sim! 
Abraça-me hoje!
Porque amanhã, poderei não ter tempo...
...de na terra te sentir!



segunda-feira, 2 de março de 2015

Sei lá!

Sei lá!
Sei lá as horas, 
se chove ou se faz sol,
se a lua brilha e já encobre o dia!
Sei lá a cor do tempo,
do vento,
do sono, ou da luz que está lá fora!
Sei lá!
Sei lá o que te dizer!
Sei apenas olhar-te nos olhos
e preencher o vazio!
Sei apenas...



domingo, 1 de março de 2015

Março

foto da net

Março entra tristonho
com chuva e céu enfadonho!
Falta doirar os dias
florir as leitugas nos regatos
e encarar a beleza das urtigas!
Março doira o tojo,
aguça o aroma das mimosas,
chama as pessoas à rua,
afasta as cortinas do céu
e entra pelas janelas!
Virá março primaveril?