Foram as tuas mãos que cuidaram ampararam empurraram para SER diferente! Todo o perfume que exalam tem, de ti, a melhor fragrância. Eternamente, é presente!
Tenho saudades de ti
Estando contigo agora!
Guardo na memória o que a tua já esqueceu!
Tenho tudo guardado para dividir...
Hoje conversamos pelo olhar.
Apanhei-te na água parada Onde o céu repousava o olhar e o sol oferecia ternura! Volto amanhã. Preciso ver-te, Verde entre azul, num cálido florir choroso! Volto amanhã!
Poderia ser só céu azul Ou ser só um prado verde Mas do ponto de luz que te vejo Sei que tudo é uma paleta de cores e tu um Farol orientador cuja sirene emudeceu... A tradução do sentimento de ti é hoje um olhar cheio de vazio!
Cinza degradée! Cor rabugenta Mal disposta Estrondosa de mau feitio! Assim entrou no dia Assim se despede do dia... Amanhã voltará e Veremos a cor do seu olhar, num outro dia num novo acordar! Fechem as janelas. Está frio.
E contou:
'Só faltou o abraço...
de presente entregou
a raiva, o amor,
a lágrima, o sorriso,
a morte de si
e a esperança de nada!
Sem força para abraçar,
refugiei-me no vazio
silenciando o sonho,
arrumando as tralhas da mente!"
Regressou mais pobre do que algum dia foi,
afoita, despachada, vivendo intensamente
à espera de nada!
Perdida no meio das cores e dos tons da tua melodia! Baralhada pela ausência do teu olhar e pela falta do teu sorriso! Fazes-me falta estando presente és-me presente por tudo quanto me deste! Assim, simplesmente tu para mim, em cada dia...em cada novo nascer do sol!
Agarraste-me o mimo num toque seguro de silêncios. Há conversas de olhares e certezas no que fica por dizer. Tu és tu, e eu sou um pedacinho de ti que aprende ainda a viver...
Outono é brisa de folhas caídas num manto de tons pastel.
É sossego de paz erguida na pele que cheira a mel...
É poesia nos sons e nos aromas suavemente sentidos.
É um olhar cruzado na sabedoria do tempo.