foto de Luísa
Ergues-te imponente, detentor da visibilidade longinqua,
titular da visão mais informada daquilo que o nevoeiro esconde!
Tens perfil de torre, esguia e elegante,
Desenho de quimera luzidia com óptica presente na distãncia da luz!
Tens poder de orientação, sinal acústico de recepção...
Substituis a obscuridade na presença de feixes de luz,
mostras caminhos navegáveis e
dás sinais do tempo pela duração das horas instáveis!
És guia com sinais do rumo a seguir!
sábado, 8 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Olho de sol...numa saia azul!
Em tom de azul trajas as pregas
Da saia que cintas amarela!
Elegãncia em cor num cenário verde minho,
Benze-te o sol que alegre raia lá de cima!
E, na noite que te vem cobrir,
sorri-te a lua que tão fresca te ilumina!
Das mil que florescem no campo,
olho-te diferente,
sem nunca te perceber o pranto!
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Oceano meu...
foto de luísa
Tanta água mora em ti, oceano!
Ofuscam-te os raios de sol que te invadem,
e
agradeces as gotas que as nuvens libertam e te molham!
Serves de plataforma de prazer aos que contigo se divertem
e nas ondas que trazes à praia, dás-nos mergulhos de sabor aventura!
Na tua imensidão, trava-te o horizonte que
Risca a linha que te separa entre o meu olhar e a tua visão...
Tanta água mora em ti, oceano!
Ofuscam-te os raios de sol que te invadem,
e
agradeces as gotas que as nuvens libertam e te molham!
Serves de plataforma de prazer aos que contigo se divertem
e nas ondas que trazes à praia, dás-nos mergulhos de sabor aventura!
Na tua imensidão, trava-te o horizonte que
Risca a linha que te separa entre o meu olhar e a tua visão...
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Palavras...
...que se metem com quem está desprevenido!Com quem as vê sem leitura!
Entram olhos dentro rumo ao globo da interpretação e giram na órbita do entendimento!
Quando se abre a mão, tenta-se apanhá-las e vêmo-las voar sem alcance!
Uma leitura depende do bilhete da liberdade preso à viagem da interpretação!
São notas de reading na claridade das páginas que redigem a história,
da narrativa que corre nas veias e inventa circuitos ao passar nas valvulas desimpedidas!
Leituras, somente leituras!
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Sobre rodas...com pressa de chegar ao mar!
foto de Luísa
Veio luz aquecer o que de sombra apresentou...o ser!
Vinha sobre rodas, ágil e seguro,
observava a margem como quem lê o livro mais puro!
Lia-lhe as linhas das ondas, das marés por navegar,
passava as folhas escritas e parava nas páginas por inventar!
A redacção dada ao dia, foi bafejada pelo vento do norte,
por aquele que entra e bate a porta, com pressa de agradecer ao sol,
o calor que o trouxe ao rio, numa tarde de versos a rimar!
Sobre rodas...com pressa de te sentir ao chegar!
Veio luz aquecer o que de sombra apresentou...o ser!
Vinha sobre rodas, ágil e seguro,
observava a margem como quem lê o livro mais puro!
Lia-lhe as linhas das ondas, das marés por navegar,
passava as folhas escritas e parava nas páginas por inventar!
A redacção dada ao dia, foi bafejada pelo vento do norte,
por aquele que entra e bate a porta, com pressa de agradecer ao sol,
o calor que o trouxe ao rio, numa tarde de versos a rimar!
Sobre rodas...com pressa de te sentir ao chegar!
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Do lado fluvial, aprecio-te Restinga!
foto de Luísa
Se, de um lado te vejo mar,
Do outro beijo-te, Rio!
Se de um lado estalas ondas prontas a desafiar,
Do outro acalmas as canoas prontas a navegar!
Se de um lado chegam pescadores em botes artilhados de covos,
do outro experimentam-te os amadores, com fios de seda e canas inexperientes!
Do lado de lá, ameaças as dunas, que se arrastam com o vento!
Daqui, do lado que te registo, vejo-te verde gramineas,
Sorridente ao sol, como quem fecha os olhos ao calor do seu sabor!
Se, de um lado te vejo mar,
Do outro beijo-te, Rio!
Se de um lado estalas ondas prontas a desafiar,
Do outro acalmas as canoas prontas a navegar!
Se de um lado chegam pescadores em botes artilhados de covos,
do outro experimentam-te os amadores, com fios de seda e canas inexperientes!
Do lado de lá, ameaças as dunas, que se arrastam com o vento!
Daqui, do lado que te registo, vejo-te verde gramineas,
Sorridente ao sol, como quem fecha os olhos ao calor do seu sabor!
sábado, 17 de setembro de 2011
Encontro
foto de Luísa
Ali,
Onde o rio encontra o mar,
as ondas se cruzam e brilham e se deixam experimentar pelo colorido das pranchas...
Onde a viagem acaba e o imaginário começa,
Ali,
onde as areias salinas se vestem de verde,
as gaivotas passeiam de robalo no bico e soltam a curiosidade dos que por lá passeiam...
Onde as linhas se curvam ao ver o vento passar,
Ali,
onde se protege o movimento dunal,
as mangas de areia decoram-se com tiras de pau e se preserva a natureza com carinho cientifico...
Onde a licença para usar se tira no balcão do civismo e da polidez!
Ali,
mora tão somente a natureza,
o Cávado e o Atlântico!
Ali,
Onde o rio encontra o mar,
as ondas se cruzam e brilham e se deixam experimentar pelo colorido das pranchas...
Onde a viagem acaba e o imaginário começa,
Ali,
onde as areias salinas se vestem de verde,
as gaivotas passeiam de robalo no bico e soltam a curiosidade dos que por lá passeiam...
Onde as linhas se curvam ao ver o vento passar,
Ali,
onde se protege o movimento dunal,
as mangas de areia decoram-se com tiras de pau e se preserva a natureza com carinho cientifico...
Onde a licença para usar se tira no balcão do civismo e da polidez!
Ali,
mora tão somente a natureza,
o Cávado e o Atlântico!
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Sossegado olhar...
foto de luísa
Se o teu sossego navega em águas calmas,
O meu transporta-se na calma do teu olhar!
A tormenta dos que te ladeiam passa-te ao lado,
E vejo-te indiferente ao agitar das almas apressadas!
Olho-te elegante como quem vê o leve agitar das águas ora paradas!
E navegas...Palmilhas o caminho seguro das beiradas do rio,
Daquele que te deu guarida e alimenta no teu passar!
Fica espelhado na imagem guardada no rio o sossego oferecido no teu olhar!
Se o teu sossego navega em águas calmas,
O meu transporta-se na calma do teu olhar!
A tormenta dos que te ladeiam passa-te ao lado,
E vejo-te indiferente ao agitar das almas apressadas!
Olho-te elegante como quem vê o leve agitar das águas ora paradas!
E navegas...Palmilhas o caminho seguro das beiradas do rio,
Daquele que te deu guarida e alimenta no teu passar!
Fica espelhado na imagem guardada no rio o sossego oferecido no teu olhar!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Hoje vou por aí...
foto da net
Hoje vou por aí...
sorvendo as palavras como quem mata a sede num copo de letras!
E bebo!
Bebo as ideias num gole e manifesto saciedade pela expressão de qualidade!
Hoje vou por aí...
pelos ventos soprados nas ruas que agitam as folhas das páginas por ler!
E leio!
Hoje vou por aí...
com vontade de não ter vontade de nada fazer!
E faço!
Hoje vou por aí...
interpretar as linhas já escritas numa lingua por aprender!
E sinto que a sede saciada na escrita já inventada
promove um momento meu para um dia aprender a escrever!
Hoje vou por aí...
sorvendo as palavras como quem mata a sede num copo de letras!
E bebo!
Bebo as ideias num gole e manifesto saciedade pela expressão de qualidade!
Hoje vou por aí...
pelos ventos soprados nas ruas que agitam as folhas das páginas por ler!
E leio!
Hoje vou por aí...
com vontade de não ter vontade de nada fazer!
E faço!
Hoje vou por aí...
interpretar as linhas já escritas numa lingua por aprender!
E sinto que a sede saciada na escrita já inventada
promove um momento meu para um dia aprender a escrever!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Cávado pintado de nevoeiro...
foto de Luísa
Se te mostrasse escondido,
Escolheria a tela pintada de nevoeiro!
Dar-te-ía uma pincelada de areia
na curva que me acorda na alvorada!
Lá ao fundo, onde o mar te acolhe,
escreveria as histórias que contas ao passar!
Mostras calma e vida, neste teu tão perto desaguar!
Se te mostrasse escondido,
Escolheria a tela pintada de nevoeiro!
Dar-te-ía uma pincelada de areia
na curva que me acorda na alvorada!
Lá ao fundo, onde o mar te acolhe,
escreveria as histórias que contas ao passar!
Mostras calma e vida, neste teu tão perto desaguar!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Alvorada frente ao rio...
foto de Luísa
Alvorada de encontro ao sol,
num espreguiçar matinalmente vigilante!
Vejo-te correr rumo ao mar,
e nos trilhos da margem que te ladeia,
crescem tufos de capim e pinheiros da aldeia!
Sou-te vigilante nas curvas que desenhas!
E, nas ondas que te levam, oiço o vento carpir!
Chora-te de saudades, por no inverno não te poder ouvir!
Vais veloz...vais parado, vais ligeiro Rio Cávado!
Vais na azáfama natural,
da tua visita matinal!
Alvorada de encontro ao sol,
num espreguiçar matinalmente vigilante!
Vejo-te correr rumo ao mar,
e nos trilhos da margem que te ladeia,
crescem tufos de capim e pinheiros da aldeia!
Sou-te vigilante nas curvas que desenhas!
E, nas ondas que te levam, oiço o vento carpir!
Chora-te de saudades, por no inverno não te poder ouvir!
Vais veloz...vais parado, vais ligeiro Rio Cávado!
Vais na azáfama natural,
da tua visita matinal!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
A cor do mar cheira a prata...
foto by Luísa
Hoje, a cor do mar cheira a prata!
Tem aroma de brilho branco e cintila calmia.
Cobre-se de azul num lençol de seda céu!
Olha-o as dunas d´oiro onde repousa a natureza num momento secreto d´harmonia!
Sopra o vento de norte no desalinho que nos penteia!
Se de um lado o rio corre sem pressa para o mar,
do outro,
o mar apressa-se para o aconchegar no desaguar!
Do alto da duna observo, vejo o encontro de ambos, como que à espera das histórias por contar...
Hoje, a cor do mar cheira a prata!
Tem aroma de brilho branco e cintila calmia.
Cobre-se de azul num lençol de seda céu!
Olha-o as dunas d´oiro onde repousa a natureza num momento secreto d´harmonia!
Sopra o vento de norte no desalinho que nos penteia!
Se de um lado o rio corre sem pressa para o mar,
do outro,
o mar apressa-se para o aconchegar no desaguar!
Do alto da duna observo, vejo o encontro de ambos, como que à espera das histórias por contar...
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Companhia num olhar de perto
foto by me
Oiço-os, desde sempre, segredarem-me ao ouvido o calor da foz!
Vejo-os num olhar de perto, anfitriões marcadamente sossegados!
Fazem baloiço no ancoradouro...sorriem nos cabos que atracam os botes,
e neles testam o equilibrio do seu habitat!
Recebem-me bem!
Fazem-me companhia nos metros rodados das margens que lhes fazem casa!
Hoje, vieram em bando...mostraram pacatez no poiso, no planar!
Ensaiaram ser arrojados como quem planeia de novo voar!
Hoje, tive companhia no olhar!
Oiço-os, desde sempre, segredarem-me ao ouvido o calor da foz!
Vejo-os num olhar de perto, anfitriões marcadamente sossegados!
Fazem baloiço no ancoradouro...sorriem nos cabos que atracam os botes,
e neles testam o equilibrio do seu habitat!
Recebem-me bem!
Fazem-me companhia nos metros rodados das margens que lhes fazem casa!
Hoje, vieram em bando...mostraram pacatez no poiso, no planar!
Ensaiaram ser arrojados como quem planeia de novo voar!
Hoje, tive companhia no olhar!
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Diálogo na margem
foto de Luísa
Se um lápis trouxesse, desenhar-te-ía a passar!
Traçaria uma linha curva com margens de notas de poesia!
Hoje inspiras poetas...
Transmites calma nas linhas que te escrevem,
Impões silêncios observadores,
num prazer imenso de te ver passar parado!
Não icem as velas!
Hoje não podem navegar!
O vento imperou pela ausência,
e os barcos foram descansar!
Rio do traço que te desenha Rio,
e da linha curva que te reflecte ao passar!
Se nas notas de letras te desenhasse,
Apenas te poderia chamar baixinho,
com as letras da margem onde te escrevo rumo ao mar!
Se um lápis trouxesse, desenhar-te-ía a passar!
Traçaria uma linha curva com margens de notas de poesia!
Hoje inspiras poetas...
Transmites calma nas linhas que te escrevem,
Impões silêncios observadores,
num prazer imenso de te ver passar parado!
Não icem as velas!
Hoje não podem navegar!
O vento imperou pela ausência,
e os barcos foram descansar!
Rio do traço que te desenha Rio,
e da linha curva que te reflecte ao passar!
Se nas notas de letras te desenhasse,
Apenas te poderia chamar baixinho,
com as letras da margem onde te escrevo rumo ao mar!
sábado, 6 de agosto de 2011
foto da net
Hoje estou assim!
Corpo de menina, sorriso espontaneo e sincero!
Olhar profundo e dedicado,
Numa base de afecto sustentado...sustentável!
Olho-me de perto,
orgulhosamente dedicada a cada um de vós!
Ao fazer o balanço de 40 anos,
sorrio suavemente e projecto os dias que estão por vir!
Hoje estou assim!
Aos saltos de felicidade dentro de mim!
Hoje estou assim!
Corpo de menina, sorriso espontaneo e sincero!
Olhar profundo e dedicado,
Numa base de afecto sustentado...sustentável!
Olho-me de perto,
orgulhosamente dedicada a cada um de vós!
Ao fazer o balanço de 40 anos,
sorrio suavemente e projecto os dias que estão por vir!
Hoje estou assim!
Aos saltos de felicidade dentro de mim!
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