foto da net
Ainda preciso de ti e do teu tempo,
do teu olhar atento, perspicaz,
da tua sabedoria em ouvires o que não disse!
Preciso-te doce, conselheira,
do colo dado com tempo,
num tempo que era teu e meu.
Requeiro-te inteligente, amiga.
Onde estás tu?Sinto a tua falta...
domingo, 30 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Natureza suprema
FOTO DE JOÃO MENÉRES - www.grifoplanante.blogspot.com
Rufam os tambores quando batem corações
Ouvem-se pautadas as notas que mostram o amor que anda no ar
E repicam as batidas que mostram os sorrisos,
que juizam as melodias do sentir!
Tocam...tacteiam como quem aquece o olhar!
Melhor horizonte era impossível!
Tem cheiro de futuro, de repouso na água com sono de estrelas,
como quem espera acordar,
e um
novo dia poder encontrar!
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Chegada do outono...
foto de Luísa
Vieram em grupo, muitas, alegres,
Intensas e carregadas!
Passavam com pressa, sopradas de sul!
E corriam...aceleravam...descarregavam a benção do dia,
num baptismo ruidoso em apresentação!
"Chegou o Outono!
E com ele, entramos nós!
Estendemos o véu cinza chumbo,
num filtro sadio dos raios de sol!"
Chegou o outono, num pranto tardio e exagerado!
Mas, pela natureza dos actos, chegou atempado...
Vieram em grupo, muitas, alegres,
Intensas e carregadas!
Passavam com pressa, sopradas de sul!
E corriam...aceleravam...descarregavam a benção do dia,
num baptismo ruidoso em apresentação!
"Chegou o Outono!
E com ele, entramos nós!
Estendemos o véu cinza chumbo,
num filtro sadio dos raios de sol!"
Chegou o outono, num pranto tardio e exagerado!
Mas, pela natureza dos actos, chegou atempado...
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Outono...ou talvez ainda não!
foto de Luísa
Chegou o Outono,
estação da espiga, dos figos, das uvas e dos diospiros!
Das vindimas e dos típicos doces da avó!
Do cheirinho a doce quente e ao refrescar dos dias!
Das árvores de fruto recheadas e das uvas maduras nas ramadas!
Da apanha do marmelo para pôr o doce a corar...
Prepara-se a canela para os diospiros receber,
e aprumam-se os barrotes para pôr na lareira a arder!
Chegou o Outono,
estação da espiga, dos figos, das uvas e dos diospiros!
Das vindimas e dos típicos doces da avó!
Do cheirinho a doce quente e ao refrescar dos dias!
Das árvores de fruto recheadas e das uvas maduras nas ramadas!
Da apanha do marmelo para pôr o doce a corar...
Prepara-se a canela para os diospiros receber,
e aprumam-se os barrotes para pôr na lareira a arder!
sábado, 8 de outubro de 2011
Guia
foto de Luísa
Ergues-te imponente, detentor da visibilidade longinqua,
titular da visão mais informada daquilo que o nevoeiro esconde!
Tens perfil de torre, esguia e elegante,
Desenho de quimera luzidia com óptica presente na distãncia da luz!
Tens poder de orientação, sinal acústico de recepção...
Substituis a obscuridade na presença de feixes de luz,
mostras caminhos navegáveis e
dás sinais do tempo pela duração das horas instáveis!
És guia com sinais do rumo a seguir!
Ergues-te imponente, detentor da visibilidade longinqua,
titular da visão mais informada daquilo que o nevoeiro esconde!
Tens perfil de torre, esguia e elegante,
Desenho de quimera luzidia com óptica presente na distãncia da luz!
Tens poder de orientação, sinal acústico de recepção...
Substituis a obscuridade na presença de feixes de luz,
mostras caminhos navegáveis e
dás sinais do tempo pela duração das horas instáveis!
És guia com sinais do rumo a seguir!
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Olho de sol...numa saia azul!
Em tom de azul trajas as pregas
Da saia que cintas amarela!
Elegãncia em cor num cenário verde minho,
Benze-te o sol que alegre raia lá de cima!
E, na noite que te vem cobrir,
sorri-te a lua que tão fresca te ilumina!
Das mil que florescem no campo,
olho-te diferente,
sem nunca te perceber o pranto!
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Oceano meu...
foto de luísa
Tanta água mora em ti, oceano!
Ofuscam-te os raios de sol que te invadem,
e
agradeces as gotas que as nuvens libertam e te molham!
Serves de plataforma de prazer aos que contigo se divertem
e nas ondas que trazes à praia, dás-nos mergulhos de sabor aventura!
Na tua imensidão, trava-te o horizonte que
Risca a linha que te separa entre o meu olhar e a tua visão...
Tanta água mora em ti, oceano!
Ofuscam-te os raios de sol que te invadem,
e
agradeces as gotas que as nuvens libertam e te molham!
Serves de plataforma de prazer aos que contigo se divertem
e nas ondas que trazes à praia, dás-nos mergulhos de sabor aventura!
Na tua imensidão, trava-te o horizonte que
Risca a linha que te separa entre o meu olhar e a tua visão...
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Palavras...
...que se metem com quem está desprevenido!Com quem as vê sem leitura!
Entram olhos dentro rumo ao globo da interpretação e giram na órbita do entendimento!
Quando se abre a mão, tenta-se apanhá-las e vêmo-las voar sem alcance!
Uma leitura depende do bilhete da liberdade preso à viagem da interpretação!
São notas de reading na claridade das páginas que redigem a história,
da narrativa que corre nas veias e inventa circuitos ao passar nas valvulas desimpedidas!
Leituras, somente leituras!
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Sobre rodas...com pressa de chegar ao mar!
foto de Luísa
Veio luz aquecer o que de sombra apresentou...o ser!
Vinha sobre rodas, ágil e seguro,
observava a margem como quem lê o livro mais puro!
Lia-lhe as linhas das ondas, das marés por navegar,
passava as folhas escritas e parava nas páginas por inventar!
A redacção dada ao dia, foi bafejada pelo vento do norte,
por aquele que entra e bate a porta, com pressa de agradecer ao sol,
o calor que o trouxe ao rio, numa tarde de versos a rimar!
Sobre rodas...com pressa de te sentir ao chegar!
Veio luz aquecer o que de sombra apresentou...o ser!
Vinha sobre rodas, ágil e seguro,
observava a margem como quem lê o livro mais puro!
Lia-lhe as linhas das ondas, das marés por navegar,
passava as folhas escritas e parava nas páginas por inventar!
A redacção dada ao dia, foi bafejada pelo vento do norte,
por aquele que entra e bate a porta, com pressa de agradecer ao sol,
o calor que o trouxe ao rio, numa tarde de versos a rimar!
Sobre rodas...com pressa de te sentir ao chegar!
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Do lado fluvial, aprecio-te Restinga!
foto de Luísa
Se, de um lado te vejo mar,
Do outro beijo-te, Rio!
Se de um lado estalas ondas prontas a desafiar,
Do outro acalmas as canoas prontas a navegar!
Se de um lado chegam pescadores em botes artilhados de covos,
do outro experimentam-te os amadores, com fios de seda e canas inexperientes!
Do lado de lá, ameaças as dunas, que se arrastam com o vento!
Daqui, do lado que te registo, vejo-te verde gramineas,
Sorridente ao sol, como quem fecha os olhos ao calor do seu sabor!
Se, de um lado te vejo mar,
Do outro beijo-te, Rio!
Se de um lado estalas ondas prontas a desafiar,
Do outro acalmas as canoas prontas a navegar!
Se de um lado chegam pescadores em botes artilhados de covos,
do outro experimentam-te os amadores, com fios de seda e canas inexperientes!
Do lado de lá, ameaças as dunas, que se arrastam com o vento!
Daqui, do lado que te registo, vejo-te verde gramineas,
Sorridente ao sol, como quem fecha os olhos ao calor do seu sabor!
sábado, 17 de setembro de 2011
Encontro
foto de Luísa
Ali,
Onde o rio encontra o mar,
as ondas se cruzam e brilham e se deixam experimentar pelo colorido das pranchas...
Onde a viagem acaba e o imaginário começa,
Ali,
onde as areias salinas se vestem de verde,
as gaivotas passeiam de robalo no bico e soltam a curiosidade dos que por lá passeiam...
Onde as linhas se curvam ao ver o vento passar,
Ali,
onde se protege o movimento dunal,
as mangas de areia decoram-se com tiras de pau e se preserva a natureza com carinho cientifico...
Onde a licença para usar se tira no balcão do civismo e da polidez!
Ali,
mora tão somente a natureza,
o Cávado e o Atlântico!
Ali,
Onde o rio encontra o mar,
as ondas se cruzam e brilham e se deixam experimentar pelo colorido das pranchas...
Onde a viagem acaba e o imaginário começa,
Ali,
onde as areias salinas se vestem de verde,
as gaivotas passeiam de robalo no bico e soltam a curiosidade dos que por lá passeiam...
Onde as linhas se curvam ao ver o vento passar,
Ali,
onde se protege o movimento dunal,
as mangas de areia decoram-se com tiras de pau e se preserva a natureza com carinho cientifico...
Onde a licença para usar se tira no balcão do civismo e da polidez!
Ali,
mora tão somente a natureza,
o Cávado e o Atlântico!
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Sossegado olhar...
foto de luísa
Se o teu sossego navega em águas calmas,
O meu transporta-se na calma do teu olhar!
A tormenta dos que te ladeiam passa-te ao lado,
E vejo-te indiferente ao agitar das almas apressadas!
Olho-te elegante como quem vê o leve agitar das águas ora paradas!
E navegas...Palmilhas o caminho seguro das beiradas do rio,
Daquele que te deu guarida e alimenta no teu passar!
Fica espelhado na imagem guardada no rio o sossego oferecido no teu olhar!
Se o teu sossego navega em águas calmas,
O meu transporta-se na calma do teu olhar!
A tormenta dos que te ladeiam passa-te ao lado,
E vejo-te indiferente ao agitar das almas apressadas!
Olho-te elegante como quem vê o leve agitar das águas ora paradas!
E navegas...Palmilhas o caminho seguro das beiradas do rio,
Daquele que te deu guarida e alimenta no teu passar!
Fica espelhado na imagem guardada no rio o sossego oferecido no teu olhar!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Hoje vou por aí...
foto da net
Hoje vou por aí...
sorvendo as palavras como quem mata a sede num copo de letras!
E bebo!
Bebo as ideias num gole e manifesto saciedade pela expressão de qualidade!
Hoje vou por aí...
pelos ventos soprados nas ruas que agitam as folhas das páginas por ler!
E leio!
Hoje vou por aí...
com vontade de não ter vontade de nada fazer!
E faço!
Hoje vou por aí...
interpretar as linhas já escritas numa lingua por aprender!
E sinto que a sede saciada na escrita já inventada
promove um momento meu para um dia aprender a escrever!
Hoje vou por aí...
sorvendo as palavras como quem mata a sede num copo de letras!
E bebo!
Bebo as ideias num gole e manifesto saciedade pela expressão de qualidade!
Hoje vou por aí...
pelos ventos soprados nas ruas que agitam as folhas das páginas por ler!
E leio!
Hoje vou por aí...
com vontade de não ter vontade de nada fazer!
E faço!
Hoje vou por aí...
interpretar as linhas já escritas numa lingua por aprender!
E sinto que a sede saciada na escrita já inventada
promove um momento meu para um dia aprender a escrever!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Cávado pintado de nevoeiro...
foto de Luísa
Se te mostrasse escondido,
Escolheria a tela pintada de nevoeiro!
Dar-te-ía uma pincelada de areia
na curva que me acorda na alvorada!
Lá ao fundo, onde o mar te acolhe,
escreveria as histórias que contas ao passar!
Mostras calma e vida, neste teu tão perto desaguar!
Se te mostrasse escondido,
Escolheria a tela pintada de nevoeiro!
Dar-te-ía uma pincelada de areia
na curva que me acorda na alvorada!
Lá ao fundo, onde o mar te acolhe,
escreveria as histórias que contas ao passar!
Mostras calma e vida, neste teu tão perto desaguar!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Alvorada frente ao rio...
foto de Luísa
Alvorada de encontro ao sol,
num espreguiçar matinalmente vigilante!
Vejo-te correr rumo ao mar,
e nos trilhos da margem que te ladeia,
crescem tufos de capim e pinheiros da aldeia!
Sou-te vigilante nas curvas que desenhas!
E, nas ondas que te levam, oiço o vento carpir!
Chora-te de saudades, por no inverno não te poder ouvir!
Vais veloz...vais parado, vais ligeiro Rio Cávado!
Vais na azáfama natural,
da tua visita matinal!
Alvorada de encontro ao sol,
num espreguiçar matinalmente vigilante!
Vejo-te correr rumo ao mar,
e nos trilhos da margem que te ladeia,
crescem tufos de capim e pinheiros da aldeia!
Sou-te vigilante nas curvas que desenhas!
E, nas ondas que te levam, oiço o vento carpir!
Chora-te de saudades, por no inverno não te poder ouvir!
Vais veloz...vais parado, vais ligeiro Rio Cávado!
Vais na azáfama natural,
da tua visita matinal!
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