segunda-feira, 27 de abril de 2015

Livre

Maior que o sonho
Maior que a vontade
Do tamanho do mundo
Com sabor a liberdade!
Tanta visão sentida,
Tatuagens na estrada da vida
Socalcos de passos avançados
Galgados nos terrenos da lida!
Paragens!
Aragens!
Sorrisos com aroma de flores...


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Não saias!

Espera,
Cheguei,
Voltei!
Arrumei as tralhas na prateleira
e voltei!
Depois de dias seguidos sobre o papel,
de horas passadas num sorriso sem rascunho,
voltei!
Espera.
Cheguei e não te encontrei!!!
Para onde vais,
agora que tudo arrumei?
Espera.
Fiz-te um livro de ensaio
e
uma leitura preparei...Não saias!
Espera pelo livro que te guardei!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Leituras soltas

Palavras
Soltas palavras em vão
num qualquer vão de conversa,
sorrindo com o olhar!
Se soubesses medir o que digo,
depressa pedirias um metro
para guardares o comprimento de todo o meu amor!
Palavras...
Palavras são legendas do coração,
leituras de antenas ligadas,
tradução de tudo o que vai cá dentro
e te ofereço na redação!
Hoje, só hoje,
promete que me irás ler!




segunda-feira, 30 de março de 2015

Lú...a!

Fechei os olhos e vi a lua!
Aquela bola branca, gigante, brilhante,
vestida de sonho...
...num qualquer lugar!
Fechei os olhos e abri o olhar,
vendo-te pintado de todas as cores,
mergulhado numa onda
onde só eu sei navegar!
Fechei o olhar,
vi-te desenhado a carvão
num traço que é só teu
guardado por mim
com a ponta dos dedos de uma mão!
Coisas da Lú...a!



terça-feira, 24 de março de 2015

Amanhecer

foto by Luísa

Consegues ver o mesmo que eu vejo?
Fazes a mesma leitura que eu faço?
Aos olhos da árvore que se ergue,
franzem-se nuvens de tristeza...
...aquecidas pelo sol,
que espreita (des)encantado!
Percebes o céu?
Eu, faço-lhe leituras,
entre a loucura dos seus ditados
e a sanidade do texto já escrito!
O amanhecer, sabes,
o amanhecer não faz rascunho...




 

segunda-feira, 23 de março de 2015

Este verbo é para ti

Disse-te o verbo uma vez!
Repeti-o lendo-te nos olhos e parei!
Foi quando percebi que o verbo tem que ter complemento!
Soletrei-o lentamente e disse-o baixinho
num momento de êxtase,
de um sonho vivido em  cada dia, devagarinho!
Disse-te o verbo uma vez...
...e repito-o ao ouvido, se quiseres!



sábado, 21 de março de 2015

21 de março - Dia Mundial da Poesia

foto by Luísa
Poesia,
por onde andas,
Poesia?
Calcorreando os caminhos da alegria,
ou escondida no amor que traz dor
e da dor emerges em escrita corrida?
Quem sabe, Poesia,
 o que trazes na afonia das palavras?
Saberá o sol, confidente da lua,
onde guardas a rima,
se te mostras semi-nua?
Poesia,
como andas?








quarta-feira, 18 de março de 2015

o amor

O amor é verde e pinta o dia!
Tem cor de crescimento,
de nuvens que passam ao relento,
e amacia!
O amor é azul, da cor do céu!
Suaviza o toque de pele,
o cheiro da escrita no papel
do soneto que rimou no terceto!
O amor é escarlate!
Pulsa e para, avança e recua,
abraça e expulsa
na confidência do dia...
...dos dias que passaram sem cor!
O amor é anil!
É multicolor...o amor!




terça-feira, 17 de março de 2015

Gostava...


Gostava que ouvisses a mesma música, hoje!
Que a ouvíssemos no silêncio
e adivinhássemos o futuro da dança!
Gostava que lesses o mesmo livro, amanhã!
Que escolhêssemos as páginas a reler
e o fizéssemos juntos, depois!
Gostava de sonhar,
de dormir e não acordar,
para no sonho poder morar...
...contigo, sempre!



"Foi assim..."

"No dia 4 de junho de 2086
Talvez possamos sentar nos a falar de que?
...não sei

Do que fizemos da vida
se a vivemos bem ou mal
no dia de 4 de junho de 2000 e 80 e tal

No dia 13 de março de 2000 e o que quiseres
podes ser tua a marcar
podes ser tu a escolher
talvez possamos deitar-nos
a fazer não sei o que
talvez amor com a alma, que o corpo já não se vê

Eu sei já percebi acabou
eu sei é sempre assim mas ficou

Aquilo que te dei
e o que me deste a mim
também o que não dei
foi assim...

Se achares que é tarde demais
pode ser quando poderes
por mim é já está noite
num jardim de mal-me-queres

Ou no meio da avenida
deserta ou com multidão
já pressenti o momento
já quebrei de ilusão

Eu sei já percebi acabou
eu sei é sempre assim, mas ficou

Aquilo que te dei
e o que me deste a mim
também o que não dei
foi assim...

A 29 de agosto de 2000 e o que entenderes
talvez possamos olhar-nos como da primeira vez

contar a historia de novo
mudar-lhe só o final
se não poderes nessa data pode ser noutra, que tal
se não poderes nessa data pode ser noutra, que tal..."

Letra da canção: "Foi Assim" de Simone de Oliveira

https://www.youtube.com/watch?v=EmtP44ZmM3w

segunda-feira, 16 de março de 2015

Ditados naturais...

Ditados da alma
sentam nas linhas da escrita
o olhar da sensibilidade!
Chora, ri,
 empola os sentidos
num punho suave que, ligeiro, redige...
Deleita-se pelo horizonte,
traça verdes aromas de maturidade!
O que sentes? O que vês? O que ouves?
- Apenas os sons da natureza...










domingo, 15 de março de 2015

Convite

O silêncio, resgatado,
foi sentido sem verbo
numa prosa plantada no jardim!
O sorriso, envergonhado,
foi emoção semeada na pedra
numa poesia ditada sem fim!
Nem o aroma das flores
ou o som soprado das folhas,
o vento que interrompe a passagem...
...deixou algum dia de ser 
vida!
Com vida...convida!

sábado, 14 de março de 2015

Vejo-te aí...ali...em todo o lado!

Vejo-te aí!
No lugar onde nunca fui,
mas vejo-te aí!
Poisas a flor,
choras saudades, 
 desvias-te lenta e morosamente,
apagando a revolta no fumo  de um cigarro!
Ali,
no lugar onde nunca te vi,
moro contigo até à eternidade!



segunda-feira, 9 de março de 2015

Beijo para sempre

Treme o lábio pelo beijo,
pelo ensejo de chegar ao toque,
sem roubar o tremor quando te vejo!
Riem os olhos pelo desejo,
travado em tempo distantes,
num diálogo solto de enamoramento!
Hoje, a conversa é, amor,
um beijo selado
numa promessa de vida,
 vivida a teu lado!

domingo, 8 de março de 2015

Abraça-me

Abraça-me!
Abraça-me apertado no silêncio
que me acolhe no traçado do destino!
Abraça-me!
Abraça-me como só tu sabes fazer.
num abraço imenso de ti em mim,
falando o nosso segredo, baixinho!
Hoje, apenas hoje, abraça-me!