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A mostrar mensagens de Setembro, 2012

De olhos fechados, pensei...

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foto da net Foi a vida que te fez doce, menina mulher, de candura no sorriso e discurso acertivo mas sereno? Foi a vida quem te ofereceu, tamanho e medida, para construires castelos em teu redor? Foi a vida que te trouxe, presença e espírito, para acalmar o tumulto dos horrores? Que intensa vida é esta, pessoa de bem querer, que vences a perda antes de perder? ...  Vive devagarinho, para a vida te viver!

Deixa-me falar primeiro...

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foto da net Deixa-me falar primeiro Dizer que a lua brilha e a luz vem de dentro, Do cantinho supremo que alimenta a raiz e nos tropeça em emoções contidas! Deixa-me dizer sem tremer com a voz Que as palavras são parcas E parcas são as ações perdidas quando todos se rodeiam de nós! Deixa-me falar primeiro, Dizer que choro com tulipas brancas embrulhadas em jornal, que gosto do afago no cabelo, do olhar de cumplicidade, e da prioridade em me deixares falar! Só tu sabes porquê!

Companhia das ondas...

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Foi tão bom caminhar sozinha, Servir de companhia às ondas que em mim estalaram e a elas poder dizer o que nem o silêncio poderia ouvir! Foi tão bom ter o mar como confidente, de companheiro dos passos dados e apagados num momento ténue de hesitação! Quantas vezes na dúvida da caminhada vem a certeza de estar bem acompanhada... Se no mar mora a confidência, na terra estão escritas as ações,  e no céu a vontade de tudo mandar voar... Foi tão bom caminhar sozinha!  

Homens da Paz

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foto da net Não sei explicar o que sinto, se revolta por ver tudo a arder ou vontade de estes homens promover! Não sei dizer como os vejo, se aventureiros e destemidos, ou valentes e salvadores dos pinheiros encolhidos! Não sei olhar e ver quem são, como são, se inquietos e combatentes ou "homens da paz" impacientes ! Sei apenas dizer: OBRIGADA, pela valentia que nos acalma e pela suprema sabedoria em apagar os fogos que grassam a desgraça do verde património!

O dia em que o céu desceu ao mar...

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foto de Luísa -  6 agosto 2012 Foi neste dia que o céu desceu ao mar, beijou-lhe a mão e sorriu! Fez-lhe um tempo especial, uma cortesia fora do normal, uma passagem sagaz e carregada de plumas de água! Envergonhou-se do sol, tapou-lhe a passagem como quem veda o acesso que aguarda a surpresa! Foi um dia de sorte, de caminhos de Santiago, de cruzadas e cruzeiros no oceano... Neste dia, que o céu desceu ao mar, vi-te linha de fusão, vi-te azul igual entre o brilho emprestado e o azul que vos confunde e nos é dado!