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A mostrar mensagens de Junho, 2012

Olhares

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foto de Luísa



Quando um dia olhaste o rio viste-lhe linhas de movimento, Cheiraste-lhe as algas vagueantes a correr para o mar e ouviste o nado dos peixes que cardumavam rumo a nascente! Foste presenteada com a visita do cisne branco que te olhou, abeirou e perfilou para a foto que preparavas tirar! Aaaahhhh! Como aprecias o que é belo e como é bela a direção do teu olhar!


Parou...

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Se chegares, bate de mansinho, desliga o interruptor e fala baixinho! Se vieres, anda em silêncio, traz o teu sorriso no rosto e senta-te sem me comentares! Ouve-me pelo olhar, e lerás em mim o que me inquieta e deixa prostrada! Lido mal com a injustiça, tu sabes! E na ressaca dos dias idos, compenso-me com refugios em ti, sem sentir o mundo que gira e passa, numa azáfama louca que me não reconhece e esquece. STOP!

Em detrimento das palavras...vou aprender a olhar e ver!

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Que faço aqui, palavras dançantes? Fazeis com que exponha o que de mim sai num momento de lucidez estranha, num segundo de pensamento vão e furtuito, numa circunstãncia invulgar e única de reflexão? Hoje não vou por aí! Na reflexão não vos vou usar nem lembrar de vos prenunciar... vou transmitir o meu pensar no brilho do olhar e na mansidão do sorriso de compreensão! As palavras serão permutadas pelo saber no olhar, substituidas pelo pensamento de as fechar e guardar... até em novo ensaio as mostrar.

Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si

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Quisera eu um dia saber as notas que tocas! Sei-te estudiosa e encantada com as pautas, mas lê-las, só mesmo pela interpretação do teu doce olhar! Vejo-te dedicada, atraída pelas melodias que soam pelo sopro! Os dedos, um a um, têm posição certa na escala de teclas que dominas! E balanças...balanças ao som de Beethoven que interpretas de cor! Esperas sempre uma avaliação nossa. Bom ou Muito bom? Para nós, serás sempre a melhor!


Tempo espectável...

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A ligeireza com que os segundo se consomem, consome-me! Passa rápido este tempo intemporal de ações parcas e abundantes, que atravessa suavemente a vida num trajeto incognito e imprevisível, onde não se contam os tempos passados, nem se esperam os tempos por vir mas aguardam-se as incognitas num tempo traçado a preceito! Há tempo que não se dá conta de existir, que passa intocável nas nossas vidas e nos deixa indiferentes... Mas o tempo que se esbarra em nós e nos permite olhar de perto os dias, dá-nos uma rara beleza ao esperar o que está por vir!