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A mostrar mensagens de 2015

Brinde!

Estão prontas a rodar as rolhas que selam o sabor a ti! Rodam a estalar para copos que cruzam por amor! Há sorrisos no ar que borbulham, salpicam, dançam no tilintar  da hora ao ritmo dos olhares que vagueiam e se encontram entre si! O brinde não espera por hora e, por ora, brindemos aqui!  Tchim! Tchim!

Enamoramento pelas letras...

Não escreve o passado, porque já passou! Também não escreve o que está por vir, porque ainda não passou! Talvez saiba apenas escrever o que passa agora, porque, nas pontas dos dedos, prende o presente! Deita as palavras em folhas papel-de-arroz e embala-as... ...salpicando-as entre tinta permanente e carvão, pintando-as... Enamorou-se delas, namora com elas. Pede-lhes a mão e casa-se com elas! Redige o romance, num ensaio de lucidez enlouquecida. Sente-se inebriada pela alcoolemia das palavras por escrever.

Arrumações

Arruma a tralha do passado em jeito de esquecimento saudável! Arruma-a para o canto do sossego como quem limpa a poluição do medo! Limpa o que não aprecias, esquece os lembretes vãos! Se os escreves porque os lembras?  Para tentar não falhar em nada? -Falha e atropela-te, desde que não partas nada! -Erra e corrige-te, desde que a lição valha a pena! -Repete-te no sorriso,  na doce tradição de ti em nós, na memória mais pequena da alma, no toque, no cheiro, na voz... ...na voz!
Entre a ternura da saudade do que eras
e
a lágrima que mora em mim pelo que és!

Hoje, em casa...

Hoje, na sedução do tempo, na alegria de abraçar quem chega, na abertura da porta que sorri enamorada, na certeza que a vida segue...sem espera! Hoje, quando à noite se programa o dia da grande véspera, cai a lágrima com saudades de ti. TU que sempre fizeste de tudo  um motivo para celebrar. A TI, um afago no cabelo que de seda se pinta, um olhar nos teus olhos que de amor se preenchem, um toque na pele que se enruga de encanto! Hoje, em casa, na tua casa de afetos, na minha casa de mimos...

Leitura de ti

Juro que te vi aluada, de olhos perdidos na nudez do rubor que, envergonhado, te mostrou a tez! Juro que te vi sorrir das conversas não tidas e do conluio sentido pelo silêncio! Vi-te diferente, de mãos quentes de dádiva e abraços apertados de presentes. Olhei-te cansada do dia... ...momentos de reflexão vago, num vazio preenchido por ti! Juro que te li.



Terra

No toque leve sentiste a humidade da terra! Fria. Escura. Calada. Assim, terra esquecida lembrada de nada! Quando lhe poisaste a mão, molhada, mudaste o olhar, transtornada! Porque tocas a terra quando as nuvens se chegam a ti? Eleva-te ao céu e seca o chão, porque no lançamento do teu olhar vê-se o tamanho do sonho...ficção!

A forma de conjugar

Aprendi recentemente a forma de conjugar o verbo. Poderia ser ignorar, poderia ser esquecer, poderia ser observar e aprender! Aprendi (somente ontem) a oferecer, a dar, a partilhar, a falar em discurso direto o verbo  cuidar.

Em fuga...

Na pacatez do frio, enrola na manta o pensamento, aquecendo os minutos do dia! Levanta-se envergonhada, estica-se espreguiçando os sonhos que, por momentos, adormeceram! Na pacatez do frio, arrepia a vida, aquecendo as horas com alento! Anda! Começa devagar, dá sinais de si ao acordar e canta a alvorada! Olhar o frio arrepia-a de sorrisos e impõe-lhe um sol que teima em não despertar! Assim, andando devagar, pelo calor do dia...a terminar!


Brilhos silenciosos

Assiste, vê a cor cintilante do clima, senta-te,  agarra-lhe a magia e sonha... Já pensaste na cor das estrelas e no tom que darás ao céu quando lhe tocares? Explosiva(mente), brilha. tilinta o som dos teus toques pois deles lembrarei ao regressar. Gostaria que o sonho não parasse e nele acordasse a brilhar. Assiste! Verás brilhos silenciosos a soprar

Incerteza

ela mora só, isolada na dúvida, num local obscuro  murado de (des)conhecimento! fechou o circulo de amigos, encerrou os sorrisos forçados, despejou o som dos passos dados em falso num qualquer balde de fastio! deixou de acreditar nas certezas agarrando-se às interrogações de si, por si, para si! ela mora só, na incerteza do predicado inscrito no verbo  amar!


Pintar a noite...

Senta-te! Prepara-te para o barulho de cores  com que pinto a noite! Zássssssssssssss, lancei o pincel à tela que tão negra parecia! Splashhhhhhh! Surgiu um circulo branco-prata, que de lua se vestia! Füshhhhh! Cintilantes espirros de tinta se espalharam no céu: -chamam-lhe estrelas! Falta algo nesta tela! Algo que lhe dê calor, que na escuridão do inverno aqueça a rua, que abafe os bafos dos mendigos, que segure o deambular dos sem abrigo, que na paleta da misericórdia pinte a tela de outra cor! Securas! Frescos por pintar pinturas de sonho...




De véspera...

De véspera, sinto saudades de amanhã! Do sorriso lido entre olhares, das leituras oportunas,  segredadas no toque de mãos! De véspera, lembro o que ainda não vivi por saber que a viver será para sempre... ...como vivi até aqui! De véspera, sonho,
no toque de amanhã!

Então, advento!

Tempo de dar, de sorrir,  de sentir a pele do outro, de si próprio sair... ...e (aju)dar! Tempo de viver em paz, de tocar o outro no olhar, de ler os capítulos já escritos e gravar o espelho da alma na lombada do ser! Assim, tempo de viver na biblioteca dos afetos, de etiquetar as prioridades de si para o mundo, numa estante recheada de amor, de ser livreiro de si mesmo, pela diferença da leitura da vida!

Saudades

Não vejo como possível a tua ausência de ti! Moras tão longe! Nada faz sentido. Tento   colar o rotulo dos teus ensinamentos e eles esvaíram-se na fuga da memória. Sofro a perda dos conceitos e neles me resguardo para aceitar que em ti vive apenas amor e no amor vivo para ti! Preciso tanto de ti...


Sei sim.

Encontrei a definição de mim! Aquele conceito onde tudo cabe e o fim só se encontra numa melodia doce! A revelação do ser que se afoga nos nervos e deixa de estar presente... ...ausentando-se de si e de todos! Encontrei a concepção de um ser engenhoso, complicado de si, perdido de intuitos! Encontrei um conceito! Meramente uma explicação clara e breve, de tudo e de nada! Assim, fica tudo por definir!

Não sei quem sou

Não me procures aí porque eu não estou! Não me reinventes assim porque eu não sou! Não me pintes porque eu não tenho cor! Não me olhes nos olhos  porque quando nos cruzarmos vais perceber quem já não sou!

Velocidade zero

Desacelerou. Acertou ritmos de vida, aprumou as linhas da esperança e projetou sonhos em "valsa lenta"! Ali, onde as ideias gravitam e as memórias flutuam, redesenhou o presente e enlaçou o futuro num mar de pérolas! Ali, quando os olhos já piscam, as mãos se consolam entre elas escrevendo o dia, a hora... ...num poema ritmado de vida, num roteiro lacrado de sonhos!

Domingo à noite

Respirou fundo, olhou em seu redor, percebeu o que ainda está por fazer... ...e suspirou! Assim, tão longamente, que se percebeu o seu desassossego! Calou-se, de olhar parado, como quem viagem para dentro de si, sentando-se! Quando ouviu o estalar da lareira, quando sentiu o silêncio da casa, quando todos o deixaram, olhou por cima do ombro e repetiu: estou cansado! E assim continuou a sua lida, por mais um dia!

Vem aí o tempo

Vem aí "o tempo"! Tempo de desejos, de família, de mimos projetados para cada um, de em cada um projetarmos o Natal! Vem aí o tempo de ter tempo, dos olhares cruzados, dos afagos não marcados, da surpresa deixada no ar, reservada... Vem aí "o tempo"...

AS

Pode o céu voar mais alto Ou a rua ser estreita... Pode o rio navegar para o mar Ou o ar ser rarefeito... Pode, até, a bruma mostrar a felicidade,  que o sol esconderá as rugas do tempo! Pode ser! Poder ser sempre! Pode ser nunca! Pode ser!

Torpedos de escrita

Distraiu-se a escrever e esqueceu a guerra! Isso! Usou o lápis e espalhou amor  como se o papel fosse terra e, na terra, as letras fossem gente! Tratou-as bem. Muito bem! Escreveu com vigor marcou as linhas com carvão  como se vincasse as letras no coração e delas fizesse vida. Distraiu-se e inventou armas, subiu aviões e lançou o míssil da concórdia! Virou a página. Continuou na escrita limpando as armas não se rendendo das batalhas...





Noite fria

Noite fria, dança comigo o calor da vida, o sabor dos dias por desgostar a luminosidade da sombra, o movimento do coração, o pulsar... ...pelo menos enquanto não chega o calor do verão! Noite fria, abraça-me hoje. Dança. Embala... Amanhã, quem sabe, aqueceremos o dia? Assim, juntos, de novo, numa noite fria! Dança...


Voltas

...e, quando pensas, dói-te a alma! O coração aperta na memória do que não fizeste e repulsas o teu silêncio. Recomeças. Voltas a tentar. Estás vazia de ti sem referencias para andar! Valores. Desprende-te de valores. Vai e avança até não ter volta a dar!

Será sempre teu o meu amor

Será sempre teu o meu amor! Sempre teu para guardares e dele te alimentares em todos os teus dias! Será sempre teu o meu amor! Sempre teu para lembrares que os "nãos" têm fundamento e os "sins" são um novo alimento! Será sempre teu o meu amor! Sempre teu para conservares e que nele preserves o teu "eu", que fortalecido de ti será em mim um exclusivo a amar!

Bom se...

Alheia-te de tudo e esquece o que ainda não viveste! Respira fundo e senta-te, o mundo não espera por ti, é certo! Mas, senta-te! Se tens pressa, organiza-te! Se te organizares,  morrerá a pressa dentro de ti! Quando a acalmia te invadir, fecha os olhos, e vive! Corre atrás e repousa. Bom serão... 

medida do tempo

O dia acaba às 10h!
fecham-se as portas
apagam-se as luzes
desligam-se os sons
concentra-se a atenção no silêncio do ruído...
O dia acaba agora!
no fim das horas
no termo do tempo
no trajeto acabado
na rua escura fechada
percebendo passar o tempo já gasto!
O dia é tão comprido...





Sentimento de mim...

Sentimentos de mim, de ti, do mundo... de quem olha e vê de perto. Pulsares de revolta, de ira ruborescida, de raiva não escondida... por tanta gente morta! Pensamentos turbulentos, atabalhoados, atropelados em consciência, num ritmo de vida evoluído no amor sem perdão para as falhas... Explosivos sentimentos detonados no abraço da paz!

Eternamente

Eternamente... ...é muito tempo!  É sempre! É ontem, hoje e será amanhã! É o amor que chega e abraça É o abraço que nos cola de afeto É o mimo que se envia no envelope  endereçado com sorrisos! É tudo e nada! É presença e ausência! É olhar e fechar os olhos! É fechar os olhos. Eternamente, de olhos abertos!

Tempo de histórias

Esmagou o calor! Anulou-o num banho frio de outono, em água corrente de ideias! Vieram em bardo, eram muitas e alinhadas! Atropelou o aquecimento! Deixou-o fugir com as folhas caídas na rua! E voaram. Voaram varridas no momento no tempo que veio em pranto do chamamento de histórias! Foram sentidas. São vividas! Serão redigidas no frio que está para vir.

Histórias escritas ainda por ler

Na relva por ti semeada pisam-se histórias firmes de alento! Quanta horas ali sentada, adivinhavas a direção do vento.  Um dia fui tempestade, outro  brisa, por vezes rajadas de sonhos, com descidas à terra, consciente! E tu ouvias... ...orientavas! Ensinavas o cheiro da terra e alargavas o horizonte do olhar, sorrindo! Há mais histórias por ler na memória por ti cultivada e cuja vida encerrou...malvada!

Brilhos

De mãos dadas com a lua olhou de soslaio o sol, piscando o olho, encandeada! Brilhou toscamente, entre uma lágrima solta e um sorriso franzido, enrugando-se feliz no olhar! Trouxe poesia... ...livrando-se dos textos encalhados que respiravam bolor! De mãos dadas com a lua... vagueou entre os livros lendo o luar à luz tosca do seu olhar!

Divagações

Há um rodopio doentio, de recuo e avanço, de ida e volta, de danças paradas no tempo do passo apressado que parou no mundo calado, falador! Há um fogo que iça o pranto que laça a acalmia desassossegada e empurra a onda que parou, molhada! Afogou a gargalhada num rio sem lábios onde o toque mergulhou no ser ressuscitando o sorriso, (sobre)vivendo!

Há flores no chão

Há flores no chão, cheiros perdidos, passos embrulhados em crepe com laços de embaraço! Há sons soltos no ar vagueantes de matéria vazia presos a olhares tremidos de pena! Há tempo percorrido, gasto,  achado no relógio de alguém com minutos que correm sem passar! Há espera Há esperança Há uma mão estendida que dá e uma outra que te agarra e respira! Há flores no chão...


Texto 1

Alienação do real, separação do comum num mundo vulgar... diferente! Cores já pintadas, textos já lidos, ideias repetidas de valores... embolorados! Olhares recheados, visões de memória da sabedoria crescente... de outrora! Sentimentos vãos, ditados no ar sem rima nem verso... mas pejados de vida,
cansada e tardia!





Mudança

Muda o tempo e a cor do vento! Tudo muda, muda tanto, muda a rotina que brada em pranto! Sirvam-me cognac, tragam cálices de licor, encham-me de golos de amizade para inebriar a lucidez do tempo! Passou. Tudo passou, menos a ressaca do que em mim ficou!

A ti, João!

"A escrita acabou. Ficam os textos por dizer."

Lês nas entrelinhas
linhas já escritas
decifradas sem código.
Se daqui arranca um novo texto...
Se daqui sai uma nova vaga...
Se virão ensaios de prosa 
rimados com inspiração...
Se...valorizas uma frase...
...então prometo voltar.
Voltar sem acordo!
Apenas prometo voltar
com letras de outono
embrulhadas no sono das folhas caídas!



Escrita não ditada...

A escrita está perra, vazia, oca, seca de química a narrar! Falta o sentimento da cor, o cheiro do sonho, ou, tão somente, a visão das coisas não feitas! A escrita... ... aquela doce delicadeza, do sabor quente sentido 
do trago a pimenta não incluído...acabou! A escrita acabou. Ficam os textos por dizer.

Tempo presente

A cor do dia acinzentou! Escureceu o barulho do verão, iluminando, lusco-fusco,  a brisa silenciosa na queda de folha! Ouve-se, ao longe, a azáfama das colheitas, das vozes que as uvas cortam, a ligeireza no despir das espigas e dos pulos quentes das castanhas. Sente-se no ar o tempo que muda na mudez da metamorfose da lua! Sinais do tempo presente num presente embrulhado de futuro!

Ando...andando!

Ando a ver sem olhar... ...aquela árvore que dança sem parar e o vento que assobia ao passar! Ando a sentir sem tocar... ...aquele corpo cansado de caminhar e a voz calada perdida no olhar! Ando ouvinte do silêncio... ...da voz repetida que não cansa de perguntar e da mão meiga que fala ao abraçar! Ando andando... ...caminhante no presente, sem pressa de avançar!

Perdido no tempo...

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Fechou o olhar sobre a bruma abriu o pensamento ao silêncio e resvalou sobre o olhar livre no horizonte! Repousou. Parou. Sentiu a perda do que fez, mudou a certeza do que ficou por fazer e tentou fazer o novo. Esta foi a certeza que pairou... ...sem tempo de voltar atrás!


Tertúlias de escrita

Prometo escrever um conjunto de palavras que misturam as línguas e que te silenciem ao querer enervar-me! Talvez tentar escrever um poema que não caiba nos caixilhos das paredes e que não possamos mostrar ao mundo! Prometo escrever desde a tela alinhada até ao vidro esculpido. Escreverei um poema para guardar nas paredes do coração com a chave do olhar.  Será um poema a dizer-te o quanto gosto do galanteio, das flores do campo e dos ramos de centeio! Um poema escrito em traços de licor bebido, no calor da família, numa tertúlia de promessas falhadas! Prometo escrever sobre tudo e sobre nada se me prometeres ferver o poema em calda de açúcar e barrá-lo a cacau! Teremos a promessa cumprida do mais doce texto de amigos que não se entendem, conhecendo-se! Será o poema da memória da voz, do olhar seguro por acanhado, do dia em que te conheci no resgate de fracos livros por editar! Tertúlias de escrita...

ASAS

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Nada

..................
Nada me apetece,
hoje...
...somente ouvir a cabeça trabalhar, 
deixá-la arrumar a engrenagem,
sem importunar!
Nada consigo ver, 
do passado...
...uma queda brutal do telhado,
um choro maroto amarrotado,
as feridas abertas em todo o lado!
Nada prevejo,
amanhã...
...o sonho acabado por gasto,
o delírio em silêncio cansado
e um sorriso no rosto,
moderado!
Nada!
Hoje, ontem e amanhã,
nada!

Tu

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Vi-te diferente! Sorriso leve como sempre, histórias de vida contadas, recontadas, revistas em pormenor, como se delas fizessemos parte, eternamente! Vi-te feliz! Protetor e protegido, (e)namorado fiel e bom amigo,
braço direito e esquerdo,
desmembrado se preciso!
Mas, olhei-te de perto,
encontrei-te emocionado,
olhar longínquo,
pensamento distante...
...rendido!
Quantas voltas mais dará a vida?




Eternamente

Eternamente  é muito tempo é tempo ainda não vindo, momento ainda não vivido, sentimento eterno do que está por vir! Eternamente, é, além de tudo,  para tudo passar na origem do ser desejando a sintonia do futuro! Eternamente é hoje. Eternamente...

Moro por aí...

Moro no céu da loucura, na residência da ilusão madura, da porta aberta, por entrar! Moro no delírio encantado, na experiência imaginária do sono ainda por acordar! Moro na ciência sábia, na cultura arrebatadora d´alma, na religião que acalma! Moro na vida... ...onde habita o sonho a realizar! Sim,é por aí que moro!

Chega a hora

Chega a hora em que se vê tudo turvo, alegremente desfocado, num sentido orientador...trocado! Chega a hora em que os olhos piscam, o sono empurra a vida e o estudo perturba. Chega a hora não escolhida, colhida sem tempo e sem seleção... Chega a hora, sem hora para contar o tempo. Fico por aqui, por agora!

Setembro escreve-se regresso...

Setembro escreve devagar a sintonia dos sorrisos de regresso e a vontade de voltar! Setembro canta baixinho melodias trazidas na memória do tempo e da vida que acaba de passar... Setembro abraça apertado laça a saudade de um presente passado num único luar... Setembro é eternidade!

A gosto

Entra a gosto, senta nos dias de repouso
e saboreia o som das flores!
Quantas cores sente o verão?
Mais que os dedos de uma mão,
menos que o ritmo do coração...
Anatomia do tempo,
ritmos de acolhimento,
saberes de sabores de vida,
assim,
num novo momento!
Agosto...

Tempo

De sóbrio momento enluarado a extasiado tempo iluminado... ...sonha a rua, sorri a estrada, aperta o muro que não vale nada! Lúcido andar, corrido no tempo, passada segura... ...sem nenhum lamento. Assim corre o relógio, sóbrio enluarado, extasiado! Tempo!

Prometi falhar...

Prometi guardar as palavras, deixá-las repousar num sono lento de não leitura! Prometi ser do mundo,   nele plantar uma árvore no jardim! Prometi pensar antes de agir, sendo certa quando intrusiva, sendo querida quando errada! Prometi ir e voltar, deixar um sinal de mim... ...e falhar!

Sempre que...

Sempre que o céu escurece
e a luz se embrulha no brilho,
há um sinal de recuo 
e avanço seguro no trilho!
Sempre que a lua se vira 
e apaga a claridade do sonho
há um olhar sereno
 na noite que deita as estrelas!
Sempre que recuas e avanças,
sempre que mostras e escondes,
há uma aroma no ar
que de ti cintila e espalha!
Sempre que partilhas, silenciada,
a etiqueta do amor vem pregada
na lapela da melhor jaqueta do ser!
Assim, como só tu saber (a)parecer


Avanços

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Pararei por aqui, pelos trilhos das linhas não escritas e das palavras repetidas nos textos!  Não direi mais do que aquilo que disse nem calarei menos do que o que não falei! Pararei por aqui, entre a experiência de uma redação e a letra corrida de um não-ditado! Pararei por aqui... ...até amanhã! 

Quando...

Quando o jardim chilreia e a relva voa presa ao vento... Quando o verde sorri e as nuvens baixam o calor... Quando o verão se anuncia e as ruas se movimentam de alegria... ...há sinais do tempo em ti, e por ti espera o tempo, docemente!

Ideias

Adormecer o sonho, dar-lhe a cor do adiado e o tom pastel, apagado! Chama-lhe saudade, ou inventa-lhe um nome ainda não dado... Adormece na vontade apagada no afago presente de mão dada! Esquece o sonho. Ele vive por si só num tempo ido, passado...

És...sem ser...

"És o vento que vejo e não posso tocar... És a chuva que me molha e não posso apanhar... És o dia que apenas termina na noite..." -Porque me sentes vento, chuva, dia? Se vento, sou mais ventania... Se chuva, meto mais água que o rio... Se dia, suporto nos ombros a claridade da lua! "Assim, simples pelo teu olhar...apenas me fazes sentir pessoa!" Se te faço sentir pessoa En~toa vou fustigar o ar, Chover das nuvens sem parar As ruas vou clarear... ...sentindo luz no caminhar!

Laços e abraços, no dia Mundial da Criança

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Gosto de mãos, de sinais que me tocam nos olhos e fazem sentir especial! Gosto que me abraces com os dedos e entrelaces as tuas certezas nas duvidas por descobrir! Gosto de te ver segura, de perceber a cor do sorriso e banhar-me na tua paleta de emoções! Gosto do nosso laço, do abraço intemporal... ...que me acolhe e recolhe em todos os  momentos! Amar-te é mesmo isto: - dar-te a mão da liberdade!


Epilogo

Arde, em fogo lento, apressado de queimar, em conto, narrativa, prosaico saber de arder... Arde! Pinta a tela ao escrever de carvão que,  de sede para apagar, surra a parede ao passar! Deixa o cheiro a lenha ardida marca o livro por onde passas e deixa por paginar! Epilogo de sexta... ...às 11.



Ondas...

Passou a onda... ...rebentou na praia da ilusão! Perdão, haverá nova maré, nova lua de cumplicidades, renovadas vontades de maresia! Passou a onda... ...enrolada na maré da felicidade, bebeu da luz da lua  e ceou à espera ao sol. Passou a onda... ...afogada de emoções!

Começo

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Leituras

Inicia a escrita, arranca os  vocábulos que aprisionas, liberta-te das frases que guardas, deixando-as vaguear na página que viras!
Assegura-te do vento, não deixes que ele te vire as folhas, ampara-te no sol e redige amarada  nas ondas que te trazem o mar!
Sente o céu, que de azul se escreve, nele deixando o texto do sonho...
Percebeste a história? (A)guarda a sua leitura. Talvez a redação não seja tua...

Quando...

Quando o sol desperta e a alma acorda... Quando os olhos se abrem  e a luz invade a calma... Quando o tempo dá tréguas e os  minutos te entregam no dia, assim, em passeio, rumo ao futuro! Quando a vida passa...e te enlaça!!!