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A mostrar mensagens de Setembro, 2015

Perdido no tempo...

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Fechou o olhar sobre a bruma abriu o pensamento ao silêncio e resvalou sobre o olhar livre no horizonte! Repousou. Parou. Sentiu a perda do que fez, mudou a certeza do que ficou por fazer e tentou fazer o novo. Esta foi a certeza que pairou... ...sem tempo de voltar atrás!


Tertúlias de escrita

Prometo escrever um conjunto de palavras que misturam as línguas e que te silenciem ao querer enervar-me! Talvez tentar escrever um poema que não caiba nos caixilhos das paredes e que não possamos mostrar ao mundo! Prometo escrever desde a tela alinhada até ao vidro esculpido. Escreverei um poema para guardar nas paredes do coração com a chave do olhar.  Será um poema a dizer-te o quanto gosto do galanteio, das flores do campo e dos ramos de centeio! Um poema escrito em traços de licor bebido, no calor da família, numa tertúlia de promessas falhadas! Prometo escrever sobre tudo e sobre nada se me prometeres ferver o poema em calda de açúcar e barrá-lo a cacau! Teremos a promessa cumprida do mais doce texto de amigos que não se entendem, conhecendo-se! Será o poema da memória da voz, do olhar seguro por acanhado, do dia em que te conheci no resgate de fracos livros por editar! Tertúlias de escrita...

ASAS

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Nada

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Nada me apetece,
hoje...
...somente ouvir a cabeça trabalhar, 
deixá-la arrumar a engrenagem,
sem importunar!
Nada consigo ver, 
do passado...
...uma queda brutal do telhado,
um choro maroto amarrotado,
as feridas abertas em todo o lado!
Nada prevejo,
amanhã...
...o sonho acabado por gasto,
o delírio em silêncio cansado
e um sorriso no rosto,
moderado!
Nada!
Hoje, ontem e amanhã,
nada!

Tu

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Vi-te diferente! Sorriso leve como sempre, histórias de vida contadas, recontadas, revistas em pormenor, como se delas fizessemos parte, eternamente! Vi-te feliz! Protetor e protegido, (e)namorado fiel e bom amigo,
braço direito e esquerdo,
desmembrado se preciso!
Mas, olhei-te de perto,
encontrei-te emocionado,
olhar longínquo,
pensamento distante...
...rendido!
Quantas voltas mais dará a vida?




Eternamente

Eternamente  é muito tempo é tempo ainda não vindo, momento ainda não vivido, sentimento eterno do que está por vir! Eternamente, é, além de tudo,  para tudo passar na origem do ser desejando a sintonia do futuro! Eternamente é hoje. Eternamente...

Moro por aí...

Moro no céu da loucura, na residência da ilusão madura, da porta aberta, por entrar! Moro no delírio encantado, na experiência imaginária do sono ainda por acordar! Moro na ciência sábia, na cultura arrebatadora d´alma, na religião que acalma! Moro na vida... ...onde habita o sonho a realizar! Sim,é por aí que moro!

Chega a hora

Chega a hora em que se vê tudo turvo, alegremente desfocado, num sentido orientador...trocado! Chega a hora em que os olhos piscam, o sono empurra a vida e o estudo perturba. Chega a hora não escolhida, colhida sem tempo e sem seleção... Chega a hora, sem hora para contar o tempo. Fico por aqui, por agora!

Setembro escreve-se regresso...

Setembro escreve devagar a sintonia dos sorrisos de regresso e a vontade de voltar! Setembro canta baixinho melodias trazidas na memória do tempo e da vida que acaba de passar... Setembro abraça apertado laça a saudade de um presente passado num único luar... Setembro é eternidade!