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A mostrar mensagens de Julho, 2009

Passeio à beira mar

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Foto da netÉ andando, devagar, serenamente...
Que caminho com sabor a luz!
Sinto o aroma de estrelas guardado em mim
em cada passo dado rumo a um fim!
A brisa cumprimenta, suave e enamorada
pela extensão de areia que vem afagar...
Ao longe pode avistar-se uma ilha,
pintada de verde, banhada de azul!
Lindo passeio, que despenteia as ideias
e arrepia o pensamento só de pensar
que um dia ali estivemos os dois!
No dia em que eu contei as estrelas, tu estrelaste o céu!

De rosto escondido

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Foto da net
Sempre que vagueio encontro um rosto Um rosto perdido, achado algures desencontrado! Sempre que vagueio sinto o sorrir esvanecer A certeza desaparecer, na verdade de ti que ondula, que flutua com o vento e oscila entre ti e mim! Quem te mostras debaixo do rosto descoberto, dentro desse olhar inquieto, da vontade em poisar, sentir o chão e sossegar! De quem és tu, dona dessa máscara, que de ti não é, que estendes a mão, antes que caias de pé!

Solas de areia em pés descalços

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Foto da net


Vem o calor e o prazer de andar descalça
Percorrer todo o areal e senti-lo, pisá-lo!
Ouvir o estremecer dos finos grão de areia,
e fazê-los perceber que de areia são meus pés!
Vivo com o areal na sua planta!
Devo-o ao sol e ao calor que ele oferece!
Adivinhando-se o inverno, sacudo a areia,
estico os dedos e despeço-me deste sentir!
Nessa altura, poderei calçar sapatos de tiras
e, entre a sola do pé e a gáspea da sandália,
irei celebrar o pisar da praia, para a ela voltar e me despedir!
Nessa altura, pedirei ao oceano que lave todos os grãos de areia,
até nova estação de sol e calor, de muitas novas sensações a descobrir!

Encontrada perdida

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Foto da net
Passeio alegre e silencioso, por entre água e dunas Com a companhia das gaivotas e do feno das areias! Apenas se sente o silêncio da deslocação da brisa... Acompanha-nos o sol, abraçando-nos em cada fluxo de luz e cor! A manhã é a ternura do passeio, a alegria e o anseio em poder sentir o mar! De longe a longe, cobre-nos os pés os lençóis das ondas frias, em tons suaves mas de desafio, a convidar para entrar sem arrepios! Olha-se em frente, descobre-se a foz, em corrente e contra-corrente, Em movimentos sincronizados de saída e entrada, em choque permanente com a elevação dunal vitima da erosão! Algures neste areal imenso e luzidio, de listas concêntricas doiradas, foi encontrada perdida uma filha do mar, adoptada e recolhida, vinda de algures, para nos presentear, no passeio à beira mar!

Visita Obrigatória

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Hoje a visita deve ser, obrigatoriamente, ao GrifoPlanante!
Houve uma parceria no voo...Avaliem por vocês em: http://grifoplanante.blogspot.com/2009/07/minho.html


Agradecemos o vosso comentário!

Despedida do sol

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Foto da Net
Entre mim e o sol passa alguém em trabalho... E deixamo-lo passar... Ele, porque quis a todos abrilhantar o fim de dia! Eu, porque esperava pelo seu deitar, delicado e gradual como quem afaga com ternura todos os filhos da terra e a mim em especial!

Vagueantes no areal

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No imenso piso doirado vagueamos na conversa
Observamos o atlantico a comer o areal,
Assistimos à sua imponência à chegada,
com oferta das mais verdes algas,
de imensas conchas trazidas com declamação de resistência!
Ouvimos o impacto das ondas num splash uníssono
Faz o anuncio da sua chegada para nos cuidarmos no areal
Neptuno sorri de felicidade,
tem plateia que o respeita, gente que enaltece as suas águas,
que o observa com admiração!
Traz a água cada vez mais quente, cada vez mais água,
cada vez mais intrusiva!
Nós, que vagueamos pelo areal, conhecemos-lhe os passos dados
os metros de areal engolidos, os efeitos do casamento do mar com a força do vento!
Esta erosão costeira, oferece-nos paisagens modificadas,
sempre belas, sempre gloriosoamente denominadas de Natureza!
Nós apenas passamos, em nada tocamos!
Apenas pisamos o seu solo, para que nos pés sintamos
a força que ele transmite!
O mar, começa a recuar na sua visita!
Leva na lembrança a nossa atitude de vagueantes!
E nós trazemos dele as únicas p…

Um livro na praia

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Foto da netTiro-te do saco, abro-te onde te deixei
Retomo a leitura e repouso no olhar vazio
Cheio pela imensidão do mar, pelas inesgotáveis contas de areia!
Juntei um trio de excelência, onde com eles namoro,
com eles confidencio, com eles rio e com eles choro!
A ti mar, lanço olhares de perdição, veneração até!
Ao imenso areal penteio linhas de sorriso, desenho traços de cumplicidade!
Ao livro dedico o meu tempo, o meu gosto pelas letras, e o meu maior desejo:
de um dia ser como ele, com prefácio organizado e epílogo de sucesso
pelas letras nele desenhadas.
O lápis virá de adorno, de objecto estimado com ponta sempre pronta
a desenhar as letras que um dia me farão a justiça de saber escrever.

Repouso

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Foto da net
A celebre frase "Vou ali e volto já" fez em mim maravilhas! Lembrei que depois do café poderia substituir o espaço blog pelo vale dos lençois! Aconchegar a almofada ao rosto, puxar o lençol aos ombros e poder d.e.s.c.a.n.s.a.r! Ouvir o silêncio e agradecer a Deus o seu buliço na minha vida! As horas que se consomem, abalroam preocupações, desgastam consumições, aperfeiçoam as soluções! O dia fez-se de tumultos, pára e arranques, sins e nãos! A noite vai ser conselheira, trazer a melhor maneira de ouvir a barbárie sem com ela me incomodar, mas a poder com ela suportar! Dessa resistente luta, irei sair vencedora E farei dela a lição da semana, por ter sido com ela uma eterna lutadora, num mundo de rectidão e verticalidade, ou, lamentavelmente, na falta delas, num mundo vazio de honestidade!

Letras sobre folhas

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Foto da Net
Apertei-o entre braços, Abracei-o com carinho, senti-lhe o cheiro e gosto a papel! Corri folha a folha, dedilhei nas páginas a minha passagem, o meu veredicto de gosto pela leitura, de prazer visual pelas letras! Elas trocam-se entre si, bailam por entre elas, cintilam a cada verso! Também gostas de ler?De ouvir os passos deste compassado bailado? Então segura-me a mão ou estarei por estes dias muito perto do maior rodopiar no salão literário! Afago-lhe as letras, faço grupos de bailarinas e assisto à melhor exibição: Um verso emotivamente declamado, por uma voz sonante, carregada de emoção!

Convento de St.ª Clara

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Quisera eu enaltecer este lugar,
Trazer aos vossos olhos a sua importãncia
E tudo ficaria reduzido a pouco
dada a sua história com contornos elegantes!
Um dia,na sua origem, baptizaram-no de Convento de St.ª Clara
Abrigou noviças, emitiu as mais belas preces aos ceús,
amassou os melhores doces conventuais...
Das suas salas um dia, fizeram o local do saber,
de convento passou a Escola,
o mundo e a sua história deu a conhecer!
Hoje é sede da autarquia,
tem um buliço diário característico!
Gente que circula em trabalho,
curiosos que buscam a sua beleza,
turistas que registam a arquitectura
dum edifiíco belo, em que a pedra carrega a história
E as paredes caiadas de branco, reflectem a sua frescura!
Aqui produzo trabalho, realizo elos de relação laboral
onde o enriquecimento humano cresce,
e o trabalho se cruza com a história!
Aqui respira-se stresse em dias de programas de prevenção
Mas depressa se desvanece, em nome da história, da tradição...

Aaaaaah - Sabor do verão

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Abro os olhos e sinto o calor no céu,
que desde cedo se apresenta azul,
sem nuances ou qualquer outra pintura!
Abre-se-nos com clareza, com vontade de nos abraçar
e firmar o seu poder, junto da mãe natureza!
Da mesma cor se pinta o mar, azul, sem matizar!
Passeiam-lhe ondulantes os seus moradores,
que navegam nas suas águas com mil amores!
Entre o mar e o céu, estamos nós,
iluminados pelo intenso sol que aquece o planeta,
que derrete o gelo do ártico e nos deixa sem resistência!
Alimenta as árvores de fruto que nos fornece a sua doçura
E num copo singelo de sumo, saboreamos a sua frescura!
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! O sabor do verão chegou...

Objectivo

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Não gosto que me questionem a seriedade Porque sobriamente sorridente!
Não gosto que duvidem das minhas acções Mesmo que falíveis à nascença! Não gosto que me ponham à prova Porque já provei e não gostei! Não gosto de me ver em sarilhos Porque me confunde desensarilhar! Gosto de preto no branco Apresentado sem medidas pardas! Gosto de enfrentar o desafio, sem rasteiras nem tropelias! Gosto de me sentir útil Para que na realização pessoal, jamais me designem de fútil. Posso gostar de espirais, mas não gosto de me sentir tonta! Porque mesmo sendo esquerdina tenho o alvo sempre na mira!

Verde Minho, minha casa verde

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Foto de Luísa
Neste verde canto do Minho,
jorra água abundante,
numa rega natural,
alimento de um principe amante!
Os fetos crescem vigorosos,
verdes e robustos, vádios!
Ajudam a tornar bela a paisagem,
de quem a olha e venera, em desvarios!
Ai! Flores campestres cheirosas!
Coloridas e alinhadas,
Aromatizas as nossas janelas
em tom de namoradeiras, vaidosas!
As casa lá de baixo, sussurram silêncios d´alma!
Escondem as histórias das raparigas,
das moças belas, afoitas e roliças,
que namoradeiras cantavam nos montes,
Sem tropelias ou enliças
como quem oferece a voz, o nome e os dotes!
Verde Minho, minha casa verde,
abençoas as tuas gentes, tens em nós a tua sebe!

Caminhos e pontes

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Foto de Luísa

Há caminhos e pontes, por entre montes e vales
São trajectos comuns de todos os que os pisam!
Levam-nos aos mesmos destinos, com o mesmo som, sob o mesmo olhar,
Oferecem-nos o aroma da terra em cada passo do paço!
Tem a paisagem cuidada, com música ambiente,
Ouvem-se os acordes da natureza, a musicalidade do rio,
do passar das suas águas em festejos pelas pedras e arbustos!
Ouve-se o chilrear dos pardais, em festa pelo verão.
As árvores abanam-se a dançar, por cada nova canção.
Rilhadas está em festa com a natureza que a celebra!

Domingo cinzento de cor

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Hoje estás envergonhado e escondes-te entre nuvens!
Trazes calor camuflado, como quem testa a resistência,
dum povo que descansa do trabalho, com um olhar de sapiência!
A jornada de Domingo é leve e com ela acomodamos a familia!
Deixamos a ferramenta de trabalho e abraçamos conversas amenas,
partilhamos sorrisos e desenvolvemos projectos de visitas nas férias!
Em dias cinzentos com sol escondido, contrariamos o teu ambiente
com tertúlias animadas e assembleias divertidas!
Servirás sempre para nos unir,
porque em dias cinzentos, nós cá estamos para te dar cor!
De ti vamos fazer mais um registo digno de memória,
para um dia, quando mais tarde te recordarmos,
sentirmos orgulho do tempo que gastámos,
sem termos dado conta da cor do teu tempo!

O nosso olhar sobre o céu

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Hoje sentamos na varanda do teu quarto Esticamos as pernas sobre o varandim e repousamos com o olhar atento sobre o céu! Desde bebé que espreitas as constelações, apontas para elas e lhes dás nome! Hoje, já as identificas e especulas sobre elas, casas uma a uma com o céu, fazes prognósticos da sua felicidade, montas-lhes novas constelações, e vejo-te colocá-las sempre, com jeitinho, no céu... Tens histórias para todas e contas-lhas de conluio, para que elas te brindem sempre com o seu brilho, e tu as presenteies eternamente com o imaginário! Há no céu um presente para ti, que cintila abertamente entre todas as estrelas e te dá motivo de ilusão, no varandim do teu quarto...
Este momento só nosso, irá trazer uma estrela cadente, que proclamará aos céus a nossa cumplicidade iminente!

Formigueiros de verão

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O sol aquece a estepe, assobia às suas gentes com sons de raios que emite! Todos se aquecem e veneram o seu tom quente, doirado, audaz e incisivo. Modifica quem o recebe, como se de um bálsamo se tratasse... Olhem a formiga, dedicada na sua tarefa, a fazer vénia ao sol Que a aquece e deixa trabalhar, como quem prepara o inverno! Eu não gosto de formigueiros...que se adivinham com o sol! Mas gosto das formigas, que laboriosamente preparam o futuro! Se o sol traz formigueiros, eu dispenso-o bem quente! Agradeço-lhe o sorriso mas devolvo-lhe o calor! E da minha vontade e gosto, não vai depender o verão, pois o sol quando aparece, esquece-se de mim e traz mesmo o calorão!