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A mostrar mensagens de Dezembro, 2015

Brinde!

Estão prontas a rodar as rolhas que selam o sabor a ti! Rodam a estalar para copos que cruzam por amor! Há sorrisos no ar que borbulham, salpicam, dançam no tilintar  da hora ao ritmo dos olhares que vagueiam e se encontram entre si! O brinde não espera por hora e, por ora, brindemos aqui!  Tchim! Tchim!

Enamoramento pelas letras...

Não escreve o passado, porque já passou! Também não escreve o que está por vir, porque ainda não passou! Talvez saiba apenas escrever o que passa agora, porque, nas pontas dos dedos, prende o presente! Deita as palavras em folhas papel-de-arroz e embala-as... ...salpicando-as entre tinta permanente e carvão, pintando-as... Enamorou-se delas, namora com elas. Pede-lhes a mão e casa-se com elas! Redige o romance, num ensaio de lucidez enlouquecida. Sente-se inebriada pela alcoolemia das palavras por escrever.

Arrumações

Arruma a tralha do passado em jeito de esquecimento saudável! Arruma-a para o canto do sossego como quem limpa a poluição do medo! Limpa o que não aprecias, esquece os lembretes vãos! Se os escreves porque os lembras?  Para tentar não falhar em nada? -Falha e atropela-te, desde que não partas nada! -Erra e corrige-te, desde que a lição valha a pena! -Repete-te no sorriso,  na doce tradição de ti em nós, na memória mais pequena da alma, no toque, no cheiro, na voz... ...na voz!
Entre a ternura da saudade do que eras
e
a lágrima que mora em mim pelo que és!

Hoje, em casa...

Hoje, na sedução do tempo, na alegria de abraçar quem chega, na abertura da porta que sorri enamorada, na certeza que a vida segue...sem espera! Hoje, quando à noite se programa o dia da grande véspera, cai a lágrima com saudades de ti. TU que sempre fizeste de tudo  um motivo para celebrar. A TI, um afago no cabelo que de seda se pinta, um olhar nos teus olhos que de amor se preenchem, um toque na pele que se enruga de encanto! Hoje, em casa, na tua casa de afetos, na minha casa de mimos...

Leitura de ti

Juro que te vi aluada, de olhos perdidos na nudez do rubor que, envergonhado, te mostrou a tez! Juro que te vi sorrir das conversas não tidas e do conluio sentido pelo silêncio! Vi-te diferente, de mãos quentes de dádiva e abraços apertados de presentes. Olhei-te cansada do dia... ...momentos de reflexão vago, num vazio preenchido por ti! Juro que te li.



Terra

No toque leve sentiste a humidade da terra! Fria. Escura. Calada. Assim, terra esquecida lembrada de nada! Quando lhe poisaste a mão, molhada, mudaste o olhar, transtornada! Porque tocas a terra quando as nuvens se chegam a ti? Eleva-te ao céu e seca o chão, porque no lançamento do teu olhar vê-se o tamanho do sonho...ficção!

A forma de conjugar

Aprendi recentemente a forma de conjugar o verbo. Poderia ser ignorar, poderia ser esquecer, poderia ser observar e aprender! Aprendi (somente ontem) a oferecer, a dar, a partilhar, a falar em discurso direto o verbo  cuidar.

Em fuga...

Na pacatez do frio, enrola na manta o pensamento, aquecendo os minutos do dia! Levanta-se envergonhada, estica-se espreguiçando os sonhos que, por momentos, adormeceram! Na pacatez do frio, arrepia a vida, aquecendo as horas com alento! Anda! Começa devagar, dá sinais de si ao acordar e canta a alvorada! Olhar o frio arrepia-a de sorrisos e impõe-lhe um sol que teima em não despertar! Assim, andando devagar, pelo calor do dia...a terminar!


Brilhos silenciosos

Assiste, vê a cor cintilante do clima, senta-te,  agarra-lhe a magia e sonha... Já pensaste na cor das estrelas e no tom que darás ao céu quando lhe tocares? Explosiva(mente), brilha. tilinta o som dos teus toques pois deles lembrarei ao regressar. Gostaria que o sonho não parasse e nele acordasse a brilhar. Assiste! Verás brilhos silenciosos a soprar

Incerteza

ela mora só, isolada na dúvida, num local obscuro  murado de (des)conhecimento! fechou o circulo de amigos, encerrou os sorrisos forçados, despejou o som dos passos dados em falso num qualquer balde de fastio! deixou de acreditar nas certezas agarrando-se às interrogações de si, por si, para si! ela mora só, na incerteza do predicado inscrito no verbo  amar!


Pintar a noite...

Senta-te! Prepara-te para o barulho de cores  com que pinto a noite! Zássssssssssssss, lancei o pincel à tela que tão negra parecia! Splashhhhhhh! Surgiu um circulo branco-prata, que de lua se vestia! Füshhhhh! Cintilantes espirros de tinta se espalharam no céu: -chamam-lhe estrelas! Falta algo nesta tela! Algo que lhe dê calor, que na escuridão do inverno aqueça a rua, que abafe os bafos dos mendigos, que segure o deambular dos sem abrigo, que na paleta da misericórdia pinte a tela de outra cor! Securas! Frescos por pintar pinturas de sonho...




De véspera...

De véspera, sinto saudades de amanhã! Do sorriso lido entre olhares, das leituras oportunas,  segredadas no toque de mãos! De véspera, lembro o que ainda não vivi por saber que a viver será para sempre... ...como vivi até aqui! De véspera, sonho,
no toque de amanhã!

Então, advento!

Tempo de dar, de sorrir,  de sentir a pele do outro, de si próprio sair... ...e (aju)dar! Tempo de viver em paz, de tocar o outro no olhar, de ler os capítulos já escritos e gravar o espelho da alma na lombada do ser! Assim, tempo de viver na biblioteca dos afetos, de etiquetar as prioridades de si para o mundo, numa estante recheada de amor, de ser livreiro de si mesmo, pela diferença da leitura da vida!

Saudades

Não vejo como possível a tua ausência de ti! Moras tão longe! Nada faz sentido. Tento   colar o rotulo dos teus ensinamentos e eles esvaíram-se na fuga da memória. Sofro a perda dos conceitos e neles me resguardo para aceitar que em ti vive apenas amor e no amor vivo para ti! Preciso tanto de ti...


Sei sim.

Encontrei a definição de mim! Aquele conceito onde tudo cabe e o fim só se encontra numa melodia doce! A revelação do ser que se afoga nos nervos e deixa de estar presente... ...ausentando-se de si e de todos! Encontrei a concepção de um ser engenhoso, complicado de si, perdido de intuitos! Encontrei um conceito! Meramente uma explicação clara e breve, de tudo e de nada! Assim, fica tudo por definir!

Não sei quem sou

Não me procures aí porque eu não estou! Não me reinventes assim porque eu não sou! Não me pintes porque eu não tenho cor! Não me olhes nos olhos  porque quando nos cruzarmos vais perceber quem já não sou!