quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

papel e lápis

Vi-te no regresso ao anonimato,
ao recato do teu canto
no desejo de um beijo envolto numa manta de lã!
Senti-te no silêncio da voz perdida,
na imagem guardada de sonho sonhado.
Vi-te despedida, despida de vontades.
Vi-te num adeus às letras,
aos tons e aos sons do teclado.
Vi-te de volta e, na volta,
deixei de te ver!
Foste ilusão!
Foste afirmação!
Foste páginas de escrita livre,
num voo com asas por levantar!
No regresso, vi-te na leitura,
sem lápis nem papel!



3 comentários:

  1. Só não apreciei a 1ª linha...
    A estrutura está boa, Luísa.
    Podes deixar o lápis e o papel.
    Há computadores e outros meios !
    Até um gravador serve.

    Um beijo amigo.

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  2. Eis um texto inteiramente de acordo com o que menciona no Blog:
    "um olhar para além do que se vê e muito perto do que a alma sente!"
    É importante continuar a ver...e sentir.

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  3. Gostei do tom e do som do silêncio
    que atravessa o corpo todo do poema
    "Foste páginas de escrita livre"
    e assim será. Deixa que o vento
    agreste que percorre os montes
    te encha o peito e abra as asas
    e parte em voo de liberdade

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Olhares de perto