foto da net
Hoje vou por aí...
sorvendo as palavras como quem mata a sede num copo de letras!
E bebo!
Bebo as ideias num gole e manifesto saciedade pela expressão de qualidade!
Hoje vou por aí...
pelos ventos soprados nas ruas que agitam as folhas das páginas por ler!
E leio!
Hoje vou por aí...
com vontade de não ter vontade de nada fazer!
E faço!
Hoje vou por aí...
interpretar as linhas já escritas numa lingua por aprender!
E sinto que a sede saciada na escrita já inventada
promove um momento meu para um dia aprender a escrever!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Cávado pintado de nevoeiro...
foto de Luísa
Se te mostrasse escondido,
Escolheria a tela pintada de nevoeiro!
Dar-te-ía uma pincelada de areia
na curva que me acorda na alvorada!
Lá ao fundo, onde o mar te acolhe,
escreveria as histórias que contas ao passar!
Mostras calma e vida, neste teu tão perto desaguar!
Se te mostrasse escondido,
Escolheria a tela pintada de nevoeiro!
Dar-te-ía uma pincelada de areia
na curva que me acorda na alvorada!
Lá ao fundo, onde o mar te acolhe,
escreveria as histórias que contas ao passar!
Mostras calma e vida, neste teu tão perto desaguar!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Alvorada frente ao rio...
foto de Luísa
Alvorada de encontro ao sol,
num espreguiçar matinalmente vigilante!
Vejo-te correr rumo ao mar,
e nos trilhos da margem que te ladeia,
crescem tufos de capim e pinheiros da aldeia!
Sou-te vigilante nas curvas que desenhas!
E, nas ondas que te levam, oiço o vento carpir!
Chora-te de saudades, por no inverno não te poder ouvir!
Vais veloz...vais parado, vais ligeiro Rio Cávado!
Vais na azáfama natural,
da tua visita matinal!
Alvorada de encontro ao sol,
num espreguiçar matinalmente vigilante!
Vejo-te correr rumo ao mar,
e nos trilhos da margem que te ladeia,
crescem tufos de capim e pinheiros da aldeia!
Sou-te vigilante nas curvas que desenhas!
E, nas ondas que te levam, oiço o vento carpir!
Chora-te de saudades, por no inverno não te poder ouvir!
Vais veloz...vais parado, vais ligeiro Rio Cávado!
Vais na azáfama natural,
da tua visita matinal!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
A cor do mar cheira a prata...
foto by Luísa
Hoje, a cor do mar cheira a prata!
Tem aroma de brilho branco e cintila calmia.
Cobre-se de azul num lençol de seda céu!
Olha-o as dunas d´oiro onde repousa a natureza num momento secreto d´harmonia!
Sopra o vento de norte no desalinho que nos penteia!
Se de um lado o rio corre sem pressa para o mar,
do outro,
o mar apressa-se para o aconchegar no desaguar!
Do alto da duna observo, vejo o encontro de ambos, como que à espera das histórias por contar...
Hoje, a cor do mar cheira a prata!
Tem aroma de brilho branco e cintila calmia.
Cobre-se de azul num lençol de seda céu!
Olha-o as dunas d´oiro onde repousa a natureza num momento secreto d´harmonia!
Sopra o vento de norte no desalinho que nos penteia!
Se de um lado o rio corre sem pressa para o mar,
do outro,
o mar apressa-se para o aconchegar no desaguar!
Do alto da duna observo, vejo o encontro de ambos, como que à espera das histórias por contar...
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Companhia num olhar de perto
foto by me
Oiço-os, desde sempre, segredarem-me ao ouvido o calor da foz!
Vejo-os num olhar de perto, anfitriões marcadamente sossegados!
Fazem baloiço no ancoradouro...sorriem nos cabos que atracam os botes,
e neles testam o equilibrio do seu habitat!
Recebem-me bem!
Fazem-me companhia nos metros rodados das margens que lhes fazem casa!
Hoje, vieram em bando...mostraram pacatez no poiso, no planar!
Ensaiaram ser arrojados como quem planeia de novo voar!
Hoje, tive companhia no olhar!
Oiço-os, desde sempre, segredarem-me ao ouvido o calor da foz!
Vejo-os num olhar de perto, anfitriões marcadamente sossegados!
Fazem baloiço no ancoradouro...sorriem nos cabos que atracam os botes,
e neles testam o equilibrio do seu habitat!
Recebem-me bem!
Fazem-me companhia nos metros rodados das margens que lhes fazem casa!
Hoje, vieram em bando...mostraram pacatez no poiso, no planar!
Ensaiaram ser arrojados como quem planeia de novo voar!
Hoje, tive companhia no olhar!
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Diálogo na margem
foto de Luísa
Se um lápis trouxesse, desenhar-te-ía a passar!
Traçaria uma linha curva com margens de notas de poesia!
Hoje inspiras poetas...
Transmites calma nas linhas que te escrevem,
Impões silêncios observadores,
num prazer imenso de te ver passar parado!
Não icem as velas!
Hoje não podem navegar!
O vento imperou pela ausência,
e os barcos foram descansar!
Rio do traço que te desenha Rio,
e da linha curva que te reflecte ao passar!
Se nas notas de letras te desenhasse,
Apenas te poderia chamar baixinho,
com as letras da margem onde te escrevo rumo ao mar!
Se um lápis trouxesse, desenhar-te-ía a passar!
Traçaria uma linha curva com margens de notas de poesia!
Hoje inspiras poetas...
Transmites calma nas linhas que te escrevem,
Impões silêncios observadores,
num prazer imenso de te ver passar parado!
Não icem as velas!
Hoje não podem navegar!
O vento imperou pela ausência,
e os barcos foram descansar!
Rio do traço que te desenha Rio,
e da linha curva que te reflecte ao passar!
Se nas notas de letras te desenhasse,
Apenas te poderia chamar baixinho,
com as letras da margem onde te escrevo rumo ao mar!
sábado, 6 de agosto de 2011
foto da net
Hoje estou assim!
Corpo de menina, sorriso espontaneo e sincero!
Olhar profundo e dedicado,
Numa base de afecto sustentado...sustentável!
Olho-me de perto,
orgulhosamente dedicada a cada um de vós!
Ao fazer o balanço de 40 anos,
sorrio suavemente e projecto os dias que estão por vir!
Hoje estou assim!
Aos saltos de felicidade dentro de mim!
Hoje estou assim!
Corpo de menina, sorriso espontaneo e sincero!
Olhar profundo e dedicado,
Numa base de afecto sustentado...sustentável!
Olho-me de perto,
orgulhosamente dedicada a cada um de vós!
Ao fazer o balanço de 40 anos,
sorrio suavemente e projecto os dias que estão por vir!
Hoje estou assim!
Aos saltos de felicidade dentro de mim!
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