segunda-feira, 15 de junho de 2009

A casa dos afectos



Sinto-me bem em terra de afectos
Onde a cultura do bom relacionamento impera sem questões...

A minha casa, tal como a desenho, tem a arquitectura perfeita
e está rodeada de um oceano de amigos,
sempre recheada duma familia ímpar.
Tem lá dentro uma criança fabulosa
e um companheiro dedicado...
Está sempre cheia de gente e de carinho!
Anima-a um cão feroz, que a guarda e me deixa escrever segura nos meus caminhos!
Nesta casa ideal, tenho que ter um PC, um qualquer...
Onde possa dividir com o mundo a melhor casa para se viver,
a minha casa, a casa dos afectos!


domingo, 14 de junho de 2009

Palavras com carinho

Leva as minhas palavras lançadas ao vento
E abriga-as com todo o teu carinho
Sente-as tuas e usa-as sempre que precisares
Delas poderás servir-te e nelas poderás esconder-te!
Leva o afecto por tudo o que me envolve,
Multiplica-o nos teus actos e vence os medos!
Verás mudar os teus gestos e, sem dares conta,
Sentirás a memória dos bons momentos.
Do que levas, faz bom uso!
Apenas falarás para lançar as melhores palavras
Porque quem as ouve, saberá ser-te igual!
Onde estiveres ou fores, abre este presente,
oferece-o tu também a quem te ouvir!
Das melhores palavras lançadas, colherás o melhor fruto!
Jamais serão esquecidas pelo bem que te trouxeram.
Serás dono dum lugar especial, na vida de quem te ouviu!
Em cada palavra lançada ao vento,
vais trazer um amigo, com vontade de te ouvir.
E, nessa altura, oferece-lhe este presente!

sábado, 13 de junho de 2009

Queda d´água

Foto: AdágioSempre que de ti falo, todos param para ouvir
Ouvem com atenção, com receio do que está para vir!
Lágrimas da natureza que regam os seus leitos
Que ajudam a crescer os filhos mais afeitos!
É um choro sádio, suave e inteligente,
De natureza forte, só molha boa gente !
Correm afoitas, lavam os rostos!
Rumam à felicidade de quem as já sentiu,
e delas fez alimento!
Não trazem dor!
Vêm limpidas, como espelho d´alma!
Nunca sós, nunca sem motivo!
Vêm e vão,
seguem o mais belo caminho rumo à
Poesia da lágrima!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Lágrima que veio sem vir, porque eu não choro


Apanhou-me desprevenida,
saltou sem eu dar conta!
Veio salgada e foi atrevida
Porque a mim não se me dão lágrimas...
Secou de imediato, porque não as deixo correr!
Conforme veio, seguiu seu caminho
Foi à procura de quem as merecer.
Eu não!Eu não choro coisas vãs...
não me inquieto assim tão facilmente!
Segue lá o teu rumo,
porque eu, estou farta de sofrer!
E de ti, irei escrever à gargalhada no divã!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Portugal, o meu país

Hoje o país parou!
Serenou da azáfama em valsa lenta,
para bailar noutros salões!
De rostos inquietos, incertezas no futuro,
olham-se os jovens sem saberem o que os espera!
Vivemos um Portugal de vaidosismo,
De procura parca no conhecimento,
na sustentação pelos valores,
no arrojado protagonismo para em primeiro lugar ficar.
Não se procuram fundamentos sustentáveis,
não se argumenta a justificação das coisas pelo seu valor afectivo,
não se pretende clarificar as areias de Portugal,
mas antes delas fazer o maior castelo, em edificios sem igual!
Deixam-nos sem chão, sem pedras basilares, sem rua, sem casa
Mas, neste Portugal, nunca perderei a identidade,
nem nele me esconderei para falhar na minha integridade!



terça-feira, 9 de junho de 2009

De semente a flor

Fotos: Luísa Lembras-te das sementes postas na terra, num dia ao aquecer do sol, com vontade de virar a terra?
Lembras-te dos cuidados com os vasos, com água suficiente e sol que bastasse para as desenvolver?
Lembras-te do sorriso com que as acolheste? Assim eu as vi nascer, belas e coloridas, cheias de beleza! Cheias de vigor nas suas folhas libertadoras de oxigénio e de alegria, nas pétalas alegres e divertidas, com mil olhares sobre ti, sobre mim...
Uma obra tua, desenvolvida na tua terra alimentadora e dividida connosco, num gesto de amor, sem medida!





segunda-feira, 8 de junho de 2009

Um presente dos céus


Escureceu de repente! Levantou-se um vento suave, inesperado!
A claridade do dia esfumou-se...escureceu!
Ouvia-se o silêncio ... Via-se algo que ofuscou!
Tudo escuro, cinzento e sombrio,
Mas algo ao longe brilhou e prometeu maravilhas
Quem o viu desejou nele poder passear, dançar, rodopiar até!
Desejou nele descer em jeito de escorrega, rumo ao pote de oiro que tem no seu sopé!
Veio de surpresa!Lindo e sereno como que de um presente se tratasse...
Ofereceu-se, brindou-nos e, em jeito de magia, desapareceu novamente no céu...
O brinde, fez-se em chuva que caiu intensamente como que para nos despertar...
E dele podermos, maravilhados, falar!

Olha...sente

Vi-te doce Vi-te d'alma Vi-te dono de mim e em mim vi-te doçura! Bebi-te intenso, Vivi-te pensamento, reflexão! E, no relógio que o te...