terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Trilhos sádios...



Fim de tarde fria

Com pontas dos pés geladas e mãos agitadas para aquecer

Ansiedade em chegar a casa, para rapidamente parar e deixar a vida correr!

Caiem em catadupla as programações para os próximos dias,

As marcações das próximas actividades, os projectos de um novo ano a arrancar.

Ouvem-se melodias e gritos estridentes,

Ouvem-se calmarias e pessoas doentes!

A todos prestamos atenção, mas nem a todos damos o coração!

Apontam dúvidas inesperadas, levantam perguntas inapropriadas

Mostram-se queixas ao real, por nunca terem estado com vontade de aprender!

Estas pessoas cansam! Estas pessoas navegam em águas turvas!

Estas pessoas não nos merecem, pela falta de dedicação!

O tempo vai passando e vamos vendo o valor extremo que tem este cansaço que sinto por, afinal, não ser ninguém!

Que bom é sermos livres, pensantes e opinativos!

Que bom é podermos sorrir e chorar, sem dar sinal de fraquejar!

Que bom é ter-te a ti, amiga(o) sem igual, que caminhas comigo neste mundo banal!

Mas, na nossa caminhada, marcamos trilhos jamais sentidos por outro alguém...

8 comentários:

  1. Que bom é sermos livres! É mesmo isso que nos dá a felicidade de podermos pensar pela nossa cabeça, dar a opinião sem temer e autoconfiança, tão importante para seguirmos em frente.
    Inês

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  2. Amiga Luisa,
    às vezes costumo dizer, que a vida é bela, nós é que damos cabo dela!
    Isto para comentar o seu "Trilhos Sádios" que tanto me agradou!

    A vida por vezes prega-nos partidas, as quais temos que aprender a superar. Há só uma coisa na vida que eu não supero, por muitos e muitos anos de vida que eu tenha, a morte. Só não há remédio para a morte, e acredite que eu sei do que falo, já perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida, o meu pai, faz 10 anos dia 26 de Fevereiro, e ainda não superei, tento abstrair-me e distrair-me com outras coisas, mas todos os dias me lembro dele.
    Agora que está a fazer anos que faleceu, começo a andar deprimida.

    Mas mudemos de assunto, foi só um desabafo. Passe em meu blog tem lá um presente para si e é com muita satisfação que venho comunicar-lhe.

    Beijinhos,
    Ana Martins

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  3. Pessoas que passaram por essa nossa estrada e deixaram um pouco do que elas são , nos transformando...e levaram um pouco do que nós somos...
    Uma linda semana
    abraços

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  4. Nossa trilhos sadios, ficou ótimo!!!
    Eu sempre aprendo com o que escreves, tens uma perspectiva linda da vida, parabéns!
    bjs

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  5. Este texto é maravilhoso minha querida!
    Parabéns pelo belo texto e forma de pensar...beijos.

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  6. amigos que nos trilha, que nos libertam das estradas sem sentiodo

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  7. Estimada Dr.ª Inês,
    é muito bom senti-la, também, com um olhardeperto! Continue a ver tão longe quanto possível!


    Querida AnA,
    ainda bem que conseguimos sentir e fazer perdurar na memória as marcas inapagáveis daqueles que amamos.

    sónia,
    as pessoas, por muito más que sejam, têm sempre algo para nos ensinar.Nem que seja aprender como nos defendermos delas...



    the last...
    aprendo eu contigo, quando caminhamos nos trilhos percorridos por Ursula...

    Serena Flor,
    surges sempre simpática e, sem dúvida, serena.
    promete que voltas.


    Dalaila,
    trilhos que jamais deixarás que trilhem, pois de ti emana uma força tal que reduzes a pó qualquer corrente vã de resistência!
    Estás quase a contar novas primaveras...

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  8. Um texto rimado, com uma foto nítida da vida. Os outros não podem ser iguais a nós, porque não há duas coisas iguais. Temos que os respeitar com os seus defeitos e virtudes e, na medida do possível, procurar contribuir para reduzirem os defeitos, nem que seja apenas pelo exemplo.
    O certo é que pelo efeito da interacção, o que somos é influenciado por eles. Com eles aprendemos a seguir o bem e a evitar o mal.
    A liberdade é linda e deve ser bem aproveitada, mas não é absoluta, tendo por limites o bom senso, os valores morais e éticos, e as liberdades dos outros, que não devemos ofender.
    Mas, infelizmente, há muitos que usam a libertinagem sem respeitar ninguém, olhando apenas os seus caprichos e interesses imediatos, e isto acontece a todos os níveis sociais.
    Abraço
    A. João Soares

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Olhares de perto