quarta-feira, 23 de abril de 2014

Barco em terra

foto de João Menéres:  www.grifoplanante.blogspot.com



Mesmo em terra encostado,
sinto o bater das ondas quando amarado!
Pulsam as gotas de água repuxadas
numa tentativa vã de matar saudade!
Ah! Mar meu que me secas,
que me olhas saudoso da aventura,
e me chamas inconsciente
filho da mãe-natura!
Hei-de ir além mar,
nem que seja num livro de histórias,
pois jamais deixei de amar
águas de tantas glórias!

3 comentários:

  1. Melhor porto de abrigo não podia ter encontrado, Luísa !
    E, cada palavra que escreves, é uma doce ondulação a afagá-lo !
    Obrigado e um beijo.

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  2. Luisinha, já lhe disse que está em grande?
    Este poema fez-me lembrar a Ode Marítima de Alvaro de Campos, Soberbamente interpretada por Diogo Infante. Quem sabe se um dia a sua poesia sobe aos palcos?
    Beijos Fi

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  3. Boa tarde,
    No mar ou em terra sentimos sempre o bater das ondas, poema lindo muito bem criado.
    Dia feliz
    ag
    http://momentosagomes-ag.blogspot.pt/

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Olhares de perto