domingo, 27 de dezembro de 2015

Arrumações

Arruma a tralha do passado
em jeito de esquecimento saudável!
Arruma-a para o canto do sossego
como quem limpa a poluição do medo!
Limpa o que não aprecias,
esquece os lembretes vãos!
Se os escreves porque os lembras? 
Para tentar não falhar em nada?
-Falha e atropela-te, desde que não partas nada!
-Erra e corrige-te, desde que a lição valha a pena!
-Repete-te no sorriso, 
na doce tradição de ti em nós,
na memória mais pequena da alma,
no toque, no cheiro, na voz...
...na voz!
Entre a ternura da saudade do que eras
e
a lágrima que mora em mim pelo que és!

2 comentários:

  1. na doce tradição de ti em nós,

    ..na memória mais pequena da alma,

    no toque, no cheiro, na voz...
    Parece que Luisa Vilaça quere levarnos con ela a o mar dos soños ..onde as augas descansan leves e doces...maravilloso poema.

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  2. Gostei.
    Era isto que João Paulo II dizia quando incitava: "Não tenhas medo. Vamos, levanta-te".

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Olhares de perto