quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Pintar a noite...

Senta-te!
Prepara-te para o barulho de cores 
com que pinto a noite!
Zássssssssssssss,
lancei o pincel à tela
que tão negra parecia!
Splashhhhhhh!
Surgiu um circulo branco-prata,
que de lua se vestia!
Füshhhhh!
Cintilantes espirros de tinta
se espalharam no céu:
-chamam-lhe estrelas!
Falta algo nesta tela!
Algo que lhe dê calor,
que na escuridão do inverno aqueça a rua,
que abafe os bafos dos mendigos,
que segure o deambular dos sem abrigo,
que na paleta da misericórdia
pinte a tela de outra cor!
Securas! Frescos por pintar
pinturas de sonho...





3 comentários:

  1. Encántame a frescura diste poema.. como unha mañá de orballo acariñando a pel..
    Luisa Vilaça...sempre de mañà

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  2. Faltaria, talvez, pintar a noite de madrugadas promissoras...

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  3. O que falta aos mendigos, aos sem abrigo ?
    É o calor humano, Luísa...
    Mas esse não está ausente do teu poema !

    Um beijo e felicitações pelo teu caminhar em frente.

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Olhares de perto