quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Base de sustentação de pó de oiro

Piso o pó de oiro e oiço o chiar das areias
Olho em redor e alcanço o horizonte
Lá ao longe há barcos de pesca em faina
Por aqui, apenas partilho o profundo esburacar do chão
Onde gentilmente poiso os pés e sinto a minha base de sustentação.
Ouve-se o vento a assobiar melodias dedicadas às gaivotas
Ouve-se a voz do mar, com ensinamentos oferecidos a quem por lá anda.
Dançam nas dunas as acácias, com tão belo sonar
Desenham-se bancos doirados, onde o amor vai morar
Desço as dunas luzidias, reflexo de um sol só meu
Ofereço os meus pés ao oceano, que me recebe com uma vénia gentil.
Poderoso, imenso, azul e amistoso, apaga os meus vestigios
Dá um novo brilho ao areal...e continua o seu trabalho, engolindo os seus grãos, em constante duelo de forças da natureza.

7 comentários:

  1. Que texto meigo, quase senti o voar das gaivotas a beira mar...é onde mais gosto de estar.
    Lindo texto.
    beijos

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  2. Assim como o ar... eu preciso do mar.
    É a ele que recorro quando preciso pensar, quando preciso refazer minhas forças e repor minhas energias.
    Amo o mar, e amo vir aqui.
    Querida e doce Luísa, este espaço é de extrema importância para mim, e sabes bem disso.
    Obrigada pelas longas conversas e lições preciosas de vida, que me ofereces a cada dia.
    Um imenso beijo no seu coração.

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  3. Como sempre tudo muito bonito por aqui.
    Só passei para dar um abraço


    No entardecer,
    o sol dança com a chuva
    e um arco-íris
    no horizonte tinge...
    Espera a lua surgir
    e entre as nuvens
    uma estrela luzir.
    Depois, a terra sorri
    quando na noite escura
    o céu clareia...
    Um véu de estrelas
    abraça a lua cheia...
    O poeta fecha os olhos
    e sente o poema
    correr em suas veias.
    A lua deita no mar
    e o sol, novamente
    beija a areia.

    (Sirlei L. Passolongo)

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  4. Estes meus visitantes, usam todos eles palavras lindas carregadas de meiguice...Ai!Como sabe bem ler-vos!Mas, não exagerem, vou acabar por me habituar mal!

    Continuarei o bailado das palavras enquanto todos tiverem paciência para me ler.

    Beijinhos com ternura,

    Luísa

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  5. Minha querida amiga, não é preciso paciência para a ler, basta gostarmos do que escreve com tanta beleza e dedicação!

    Beijinhos,
    Ana Martins

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  6. Li devagar, vendo a cena. Os barcos... O vento ensinando cantigas às gaivotas...
    Sonho teu "onde o amor vai morar", tão bonito.
    E, ao final, lembrei de um trecho do Pablo Neruda: o mar batendo na areia, não sossega, e repete... o seu trabalho, constante duelo (com licença para usar tuas palavras, que encaixam tão bem).
    Abraços!

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Olhares de perto